quinta-feira, 2 de maio de 2013

Lobão sem papas na língua.


"Tudo passa na Lei Rouanet", diz Lobão
Em "Manifesto do Nada na Terra do Nunca", músico critica artistas estabelecidos que recorrem a incentivos oficiais
No livro, compositor diz que presidente Dilma foi terrorista e que o país se prepara para sofrer golpe de Estado
COMPARTILHADO DA FOLHA DE SÃO PAULO
Em uma hora e meia de entrevista concedida em sua casa, em Pompeia, zona oeste de São Paulo, Lobão ampliou os ataques de seu livro.
Entre diversos assuntos, disse que o país se encaminha para um novo golpe de Estado, criticou o passado da presidente Dilma Rousseff e a postura da líder brasileira na Comissão da Verdade.
Sobre o meio artístico, reclamou de nomes consagrados captarem recursos via Lei Rouanet, e disse se orgulhar de ter recusado a autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 2 milhões. Procuradas pela Folha, as pessoas citadas por Lobão não se pronunciaram até o fechamento desta edição.
Leia os principais trechos da entrevista.
(LUCAS NOBILE)
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Presidente Dilma e a Comissão da Verdade
Ela foi terrorista. Ela sequestrou avião, ela pode ter matado. Como que ela pode criar uma Comissão da Verdade e, como presidenta, não se colocar? Deveria ser a primeira pessoa a ser averiguada. Você vai aniquilar a história do Brasil? Vai contar uma coisa totalmente a favor com esse argumento nojento? Porque eles mataram, esquartejaram pessoas vivas, deram coronhadas, cometeram crimes.
O estopim, a causa da ditadura militar foram eles. Desde 1935, desde a coluna Prestes, começaram a dar golpes de Estado. Em 1961, começaram a luta armada. Era bomba estourando, eu estava lá. Minha mãe falava: você vai ser roubado da gente, o comunismo não tem família.
Quase um milhão de pessoas saíram às ruas pedindo para o Exército tomar o poder.
Acham que a junta militar estava a fim de dominar o Brasil? Não vejo nenhum desses presidentes militares milionário. E massacram os caras.
Regime militar
Não acredito em vítima da ditadura, quero que eles se fodam. Eu fui perseguido, passei quatro anos perseguido por agentes do Estado. Por que eu tinha um galho de maconha? Me botaram por três meses na cadeia. Nem por isso eu pedi indenização ao Estado. Devo ter sofrido muito mais do que 90% desses caras que dizem que foram torturados.
PT
Esses que estão no poder, Dilma, Emir Sader, Franklin Martins, Genoíno, estavam na luta armada. Todos esses guerrilheiros estão no poder. Porra, alguma coisa está acontecendo! Em 1991, só tinha um país socialista na América Latina, hoje são 18. São neoditaduras pífias. A Argentina é uma caricatura, o Evo Morales, o Maduro. Vão deixar o comunismo entrar aqui? É a mesma coisa que botar o nazismo. A América do Sul está se tornando uma Cortina de Ferro tropical. Existe uma censura poderosíssima perpetrada por uma militância de toupeiras. Quem está dando golpe na democracia são eles, o PT está há dez anos no governo.
Golpe de Estado
Todo mundo fala da ditadura, do golpe militar, isso nunca esteve tão vivo. Os militares estão cada vez mais humilhados. As pessoas têm que entender que nenhum país civilizado conseguiu ser um país com suas Forças Armadas no Estado em que está a brasileira. Eles fizeram a Força Nacional, uma milícia armada, uma polícia política. Está tudo pronto para vir um golpe e as pessoas não estão vendo.
Ministério da Cultura
Se você tirar o Ministério da Cultura, o que não é sertanejo universitário morre. Eu recusei R$ 2 milhões do Ministério da Cultura para fazer uma turnê. O ministério libera tudo, e impressionam as temáticas: bandas mortas se ressuscitam para comemorar um aniversário de vida que não tem!
O próprio Barão Vermelho! Todos pediram grana [via lei de incentivo]: Barão, Paralamas.
O Gilberto Gil é o rei, um dos que mais pedem [recurso via Lei Rouanet]!
O cara foi ministro! Como é que as pessoas podem aturar isso? A Paula Lavigne é a rainha [da Lei Rouanet].
Por que os intelectuais brasileiros, diante de uma situação asquerosa como esta, ficam calados?
Tropicália
Todos esses mitos da Semana de 22 foram perpetuados por movimentos como o concretismo, o cinema novo, a Tropicália.
Sempre tive muito desinteresse pela Tropicália. Tom Zé, Jards Macalé e João Donato sempre foram melhores do que os que estão aí hoje representando o movimento, tanto o da bossa nova quanto o da Tropicália. João Donato dá de mil no João Gilberto porque ele é um puta compositor e pianista. Mas nunca tem o mérito, é tudo o pistolão, quem tem amigo, é da máfia. É conchavo o tempo todo. O Gilberto Gil, a Preta Gil, é um absurdo. Ganhou um império atrás dos benefícios do pai.
RAP
Os Racionais são o braço armado do governo, são os anseios dos intelectuais petistas, propaganda de um comportamento seminal do PT. Não acredito em cara ressentido.
Emicida, Criolo, todos têm essa postura, neguinho não olha, não te cumprimenta. Vai criar uma cizânia que nunca teve, ódios [raciais] estão sendo recrudescidos de razões históricas que nunca aconteceram aqui.
Estão importando Black Panthers, Ku Klux Klan. Tem essa coisa de "branquinho, perdeu, vamos tomar seu lugar". Como permitem esse discurso?

Veja as imagens do Holi 2013, o festival mais colorido do mundo


Compartilhado do blog www.hypeness.com.br

Todos os anos acontece na Índia o Holi, ou Festival das Cores. Tradição hindu, ele surge pra celebrar a chegada da primavera. E que melhor maneira de o fazer do que um espetáculo de dança, cor e muita alegria?
O festival tem também um significado religioso, mas foi o uso de pó colorido e água que o tornou famoso em todo o mundo. A data varia, visto que o Holi se celebra sempre no dia a seguir à lua cheia do mês de Phalguna – normalmente calha em março (este ano foi a 27).
Assista ao vídeo realizado por Parker Walbeck, que nos convida a entrar no espírito do Holi, onde mesmo quem está de fora se sente contagiado.

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Local de trabalho de 15 gênios da Arte


Conheça o local de trabalho de 15 dos maiores gênios da arte
Compartilhado do blog de 
Desde minúsculas mesinhas de mogno até salas de pintura de proporções gigantescas, a única coisa que todos os estúdios criativos que você verá a seguir tem em comum é que eles inspiraram seus ‘usuários’ a criar obras de arte que ficaram marcadas na história da humanidade.
Confira abaixo uma seleção de locais de trabalho de 15 personalidades que se destacaram em vários ramos das artes:

1. Mark Twain

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2. Virginia Woolf

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3. Willem de Kooning

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4. Joan Miró

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5. Pablo Picasso

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6. John Lennon & Yoko Ono

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7. Marc Chagall

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8. John Updike

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9. Paul Cézanne

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10. David Hockney

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11. Yves Saint Laurent

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12. Francis Bacon

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13. Jane Austen

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14. Jackson Pollock

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15. Bernard Shaw

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E então, qual é o seu preferido?

Pioneira da ciberarte no Brasil palestra no Museu da Gravura





Pioneira da ciberarte no Brasil palestra no Museu da Gravura

O crescente uso de tecnologias desperta diferentes sentimentos por todo o tipo de parafernália eletrônica. Uma mescla de medo e fascinação, afeto, r elações políticas e sociais que criam um vínculo entre homens e máquinas. Essas questões, as principais pesquisas de ponta da atualidade da ciberarte e a história da arte robótica serão alguns dos temas da palestra da artista e pesquisadora Diana Domingues que acontece, no dia 3 de maio, no Museu da Gravura da Cidade de Curitiba. O evento faz parte da contrapartida da exposição“Ensina-me a Te Amar”, do artista Jack Holmer, que foi selecionada pelo Edital de Ocupação de Espaços de Exposições dos Museus da Fundação Cultural.

Pioneira da ciberarte no Brasil e uma das maiores autoridades sobre o assunto no mundo, Diana Domingues tem como linhas de pesquisa a arte e as novas mídias, ciberarte, interfaces e interatividade, criações litográficas híbridas, cibercultura e meios digitais, arte e tecnociência. Em Curitiba, a Fundadora e Diretora do Laboratório de Pesquisa em Arte e TecnoCiência – LART traçará um paralelo entre o trabalho desenvolvido por Jack Holmer e as relevantes produções da ciberarte da atualidade e se aprofundará em temas como a expansão sensorial e perceptiva por dispositivos de interação, comportamento evolutivo e software art.
Sobre a exposição – Aberta ao público até o dia 19 de maio, a mostra “Ensina-me a Te Amar” é dividida em três salas e tem como principal trabalho dois robôs desenvolvidos por Jack que têm a capacidade de retribuir o carinho que recebem a partir de estímulos de som, luz e toque. A exposição também é formada por duas instalações interativas. A obra “Seres de Luz” é composta por um painel com centenas de Tamagochis que podem ser acionados pelo público. Usando conceitos de biologia, a obra “Planetárias” reproduz a genética das planárias e simula o ciclo reprodutivo desses vermes. Os quatro monitores instalados na sala funcionam como aquários, e o público presente poderá participar do processo de reprodução dos seres virtuais alimentando as diferentes planárias com simples comando de um mouse.

Serviço
Palestra com Diana Domingues
Data: 3 de maio
Horário: 19h
Local: Museu da Gravura Cidade de Curitiba
Ingresso: gratuito

MOSTRA DE VIK MUNIZ no MASP


FENÔMENO DE PÚBLICO, MOSTRA DE VIK MUNIZ no MASP

 COMPARTILHADO DO BLOG ABRA Associação Brasileira de Artes
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Vik’, a maior retrospectiva do artista plástico e fotógrafo paulista Vik Muniz, chega ao MASP – Museu de Arte de São Paulo, no dia 24 de abril, impulsionada por números surpreendentes. Durante os dois meses em que permaneceu em cartaz no MAM-RJ, a exposição recebeu nada menos que 48 mil visitantes. Mais impressionante do que os números, entretanto, foi a abrangência do público que a conferiu. Internos de instituições psiquiátricas, catadores de lixo, gente do mercado de arte, detentos de Bangu, jovens do Complexo do Alemão e da Cidade de Deus desfilaram, ao lado de estudantes de escolas públicas e de uma representação maciça da classe média carioca, diante das cerca de 200 imagens que compõem as 131 obras da mostra.
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 Agora o público paulistano poderá ter uma visão abrangente da produção do artista com a chegada à cidade desta que é a maior exposição já dedicada à sua obra. Com patrocínio do Circuito Cultural Bradesco Seguros e Previdência, apoio do Ministério da Cultura e realização/ coordenação daAprazível Edições e Arte (de Leonel Kaz e Nigge Loddi), a mostra ocupará o MASP – Museu de Arte de São
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As mais de 200 imagens que compõem as 131 fotografias – com dimensões que vão de 23,6cm X 33cm a 292,1cm x 180,3cm – terão a companhia de três vídeos realizados por um colaborador deMuniz, o fotógrafo Fabio Ghivelder. Eles revelam o processo criativo de algumas séries do artista, fazendo uma espécie de making of da construção de suas obras. Um desses vídeos será exibido através de um monitor de plasma colocado no chão, para que o espectador possa compartilhar o ponto de vista de Muniz ao fotografar de cima as obras da série ‘Pictures of Garbage’ (Imagens de Lixo). O vídeo foi feito em ultra high definition, com a animação de três mil fotografias. Na série, catadores de lixo de Gramacho encarnam personagens de obras consagradas, recriadas com o material recolhido do próprio aterro sanitário onde trabalham.
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Hoje, o prestígio de Vik ultrapassa o limite de museus e galerias. Seu trabalho também tem sido visto em outros tipos de suporte, como a capa da revista dominical do The New York Times, do último dia 7 de dezembro, para a qual criou um retrato de Albert Einstein feito de recortes de papel, e um retrato de Vladimir Putin à base de caviar, publicado na edição de 75 anos da revista Esquire. Atualmente, tem diferentes exposições montadas simultaneamente em Paris, Tóquio e São Francisco.‘
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SERVIÇO Exposição ‘Vik’
Retrospectiva com 131 obras do artista plástico Vik Muniz
Vernissage: 23 de abril
Exposição: de 24 de abril a 12 de julho
Horário de visitação: terça a domingo e feriados, das 11h às 18h;
                                    Às quintas, das 11h às 20h.
Ingresso:
Inteira – R$ 15,00
Estudantes – R$ 7,00
Menores de 10 anos e maiores de 60 anos – Gratuito
Às terças-feiras a entrada é gratuita
Local: Museu de Arte de São Paulo – MASP
Endereço: Av. Paulista, 1578
Telefone: (11) 3251 5644
Classificação etária: livre
Estacionamento pago no local
 Fonte: MASP

terça-feira, 30 de abril de 2013

PAULO HERKENHOFF ---


Crítico Paulo Herkenhoff ataca 'lobby' por Sergio Camargo



COMPARTILHADA DA FOLHA DE SÃO PAULO

Em seu mais novo livro, Paulo Herkenhoff quer desfazer o impacto do que chama de "mais poderoso lobby de arte instalado no Brasil desde o fenômeno Portinari".
Herkenhoff, um dos críticos e curadores mais respeitados do país, fala de um "boicote ativo" e "manobras de mercado" que entronizaram o escultor Sergio Camargo, morto em 1990, como detentor do "monopólio" na escultura abstrata do país.
Defendido por intelectuais numa "associação comercial escancarada entre a crítica e o mercado", Sergio Camargo, na opinião de Herkenhoff, conquistou uma unanimidade na história que ofuscou nomes mais brilhantes.
Carolina Daffara/Editoria de Arte/Folhapress
No caso, Ascânio Maria Martins Monteiro, o Ascânio MMM, 71, teria sido a maior vítima do conluio de críticos e galeristas e uma das maiores influências por trás de Camargo, embora fosse mais jovem e ainda esteja vivo.
Tanto Camargo quanto Ascânio se firmaram como escultores construtivos, de obras geométricas abstratas e quase sempre brancas.
Enquanto Camargo usou mármore e madeira em relevos abstratos, Ascânio explorou uma gama maior de materiais e se identifica com a tradição modernista na arquitetura, tendo como influência as casas que observou na infância ainda em Portugal.
Em muitos pontos, as obras dos dois artistas que despontaram nos anos 1960 se assemelham. Mas há uma diferença brutal. Peças de Camargo, em alta no mercado ao longo das últimas décadas, hoje valem entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões. Obras de Ascânio não passam dos R$ 200 mil.
"Houve uma manobra para isolar o Ascânio. Isso é cruel e iníquo", diz Herkenhoff àFolha. "A história de Sergio Camargo é uma crônica do poder do mercado."
Nas pouco mais de 400 páginas de "Ascânio MMM: Poética da Razão", Herkenhoff tenta provar como Ascânio, na verdade, influenciou Camargo, e não o contrário.
"Foi o contato com a obra de Ascânio que deve ter dado a Camargo as soluções para o impasse de seus relevos", escreve o crítico, que ataca Camargo como um artista de preocupações "decorativas".
Em seu ensaio, Herkenhoff também desanca o que chama de falso "precedente Camargo" e a "indevida 'vantagem'" histórica do artista, que teria funcionado como um "álibi para escamotear como ele seguiu a moda dos relevos brancos na Europa".
Isso se sustentou, segundo o crítico, por uma "afasia histórica". "É um silêncio estratégico que sustenta delírios críticos que recalcam os que possam expor a adesão de Camargo a modas, sua lentidão em entender o processo construtivo e suas influências."
Enquanto Camargo era amigo de críticos influentes como Mário Pedrosa e circulava no "jet-set" das artes visuais, Ascânio era um imigrante recém-chegado ao Rio.
"Na época, eu reagia de forma tímida", lembra Ascânio. "Eu era um jovem escultor, e o Sergio Camargo era um grande nome. Muitos outros artistas foram marginalizados, mas era evidente essa coisa do Camargo e seu monopólio da obra branca."
Essa não é a primeira vez que Herkenhoff ataca Camargo e tenta rever a história do artista. Há mais de dez anos, num livro que escreveu sobre a coleção de Sérgio Fadel, o autor já desbancava a primazia de Camargo na escultura.
Mas essa é uma batalha solitária. Na opinião de críticos e agentes de mercado ouvidos pela Folha, Herkenhoff exagera ao dizer que o sucesso de Camargo se deve a um suposto lobby da crítica.
"O mercado é o grande senhor que vai dizer o que é bom e o que é ruim", diz Jones Bergamin, da Bolsa de Arte, maior casa de leilões do país. "Sergio Camargo nunca usou lobby para se impor, nunca empurrou sua obra goela abaixo de ninguém."
Frederico Morais, crítico que escreveu sobre Camargo e Ascânio, julga equivocada a colocação de Herkenhoff.
"Há um fosso entre eles", diz Morais. "Não vejo essa inversão cronológica. Um deles chegou muito mais tarde, então não haveria tempo de um influenciar o outro."
'POLÊMICA VAZIA'
Maria Camargo, filha do artista, disse não querer entrar numa "polêmica vazia", mas afirmou que seu pai "nunca precisou fazer marketing nem tirar nenhuma vantagem histórica". "São dois escultores fazendo seu trabalho", diz Camargo. "A obra do meu pai é maior do que isso e creio que a obra de Ascânio não precisa disso." (SILAS MARTÍ)

Artistas destaques na capital paulista

Veja três artistas plásticos brasileiros em destaque na capital paulista

COMPARTILHADA DE FOLHA DE SÃO PAULO / ILUSTRADA
ANGELO VENOSA
Conhecido por suas esculturas públicas, Angelo Venosa ganha exposição retrospectiva.
Estação Pinacoteca - lgo. Gen. Osório, 66, Luz, centro, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3335-4990. Ter. a dom.: 10h às 17h30. Até 30/6. Livre. Ingr.: R$ 6 (grátis p/ menores de dez, maiores de 60 anos, qui., após as 18h, e sáb.). Ingr. combinado: R$ 6 (Estação Pinacoteca e Pinacoteca do Estado).
Divulgação
Conhecido por suas esculturas públicas, Angelo Venosa ganha exposição retrospectiva
Conhecido por suas esculturas públicas, Angelo Venosa ganha exposição retrospectiva
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SANDRA CINTO
Sandra Cinto ocupa os cômodos da Casa do Sertanista com fontes d'água de concreto.
Casa do Sertanista - pça. Dr. Ennio Barbato, s/nº, Caxingui, região oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3726-6348. Ter. a dom.: 9h às 17h. Até 25/8. Livre. GRÁTIS
Ding Musa/Divulgação
Sandra Cinto ocupa os cômodos da Casa do Sertanista com fontes d'água de concreto
Sandra Cinto ocupa os cômodos da Casa do Sertanista com fontes d'água de concreto
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JOSÉ RESENDE
José Resende preenche o átrio do Sesc Belenzinho com uma grande escultura suspensa.
Sesc Belenzinho - átrio - r. Pe. Adelino, 1.000, Quarta Parada, região leste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/2076-9700. Ter. a sáb.: 9h às 21h. Dom.: 9h às 19h. Até 4/8. Livre. Estac. (R$ 3 a R$ 6 a 1ª h). GRÁTIS
Divulgação
José Resende preenche o átrio do Sesc Belenzinho com uma grande escultura suspensa
José Resende preenche o átrio do Sesc Belenzinho com uma grande escultura suspensa

Prêmio da ABCA vai para Adriana Varejão



Adriana Varejão vence Prêmio ABCA de melhor artista contemporânea

COMPARTILHADA DA FOLHA DE DE SÃO PAULO





As artistas plásticas Adriana Varejão e Regina Silveira estão entre os vencedores do Prêmio ABCA (Associação Brasileira de Críticos de Arte). Adriana Varejão foi escolhida entre os artistas de linguagem contemporânea. Já Regina Silveira foi premiada por toda sua trajetória como artista.
A exposição "Guerra e Paz", com os painéis de Cândido Portinari, foi considerada a melhor de 2012, enquanto Olívio Tavares de Araújo venceu dentre os curadores pelo trabalho que desenvolveu na exposição "Di Cavalcanti: Brasil e Modernismo".

Adriana Varejão


Adriana Varejão
Murillo Meirelles
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Instituído em 1978, o prêmio busca contemplar os artistas, curadores, críticos, autores e instituições que se destacam a cada ano no cenário das artes plásticas, e atualmente conta com dez categorias. A escolha é feita por meio de uma votação com os associados, que apontam seus favoritos em cédulas rubricadas. O troféu, criado pelo escultor Nicolas Vlavianos, será entregue aos premiados no dia 28/5, no Sesc Vila Mariana, às 20h.
O evento também contará com homenagens aos artistas Tomie Ohtake e Marcelo Grassmann e ao MAC (Museu de Arte Contemporânea), da USP. O curador Jacob Klintowitz é apontado como destaque, assim como MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) e o BDMG (Instituto Cultural Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais).
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Confira a lista com os indicados e os vencedores do ABCA:
Prêmio Mario Pedrosa (artista de linguagem contemporânea)
Vencedora: Adriana Varejão (RJ)
Indicados:
Dora Longo Bahia (SP)
Valdir Rocha (SP)
Prêmio Clarival do Prado Valladares (artista pela trajetória)
Vencedora: Regina Silveira (SP)
Indicados:
Angelo Venosa (SP)
Eduardo Sued (RJ)
Prêmio Paulo Mendes de Almeida (melhor exposição)
Vencedora: "Guerra e Paz", de Portinari apresentada no Memorial da América Latina, entre 7 de fevereiro e 21 de abril de 2012.
Indicadas:
"Alberto Giacometti", apresentada na Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre 24 de março e 17 de junho de 2012.
"Impressionismo: Paris e a Modernidade", em que obras-Primas do Museu d´Orsay foram apresentadas no Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, entre 4 de agosto e 7 de outubro de 2012, e Rio de Janeiro, entre 23 de outubro a 13 de janeiro de 2013.
Prêmio Gonzaga Duque (crítico pela atuação durante 2012 - filiado)
Vencedora: Ângela Âncora da Luz (RJ)
Indicados:
Dyógenes Chaves (PB)
Lygia Roussenq Neves (SC)
Prêmio Mário de Andrade (crítico pela trajetória)
Vencedores: Aline Figueiredo (MS) e Paulo Herkenhoff (RJ)
Indicado:
Fernando Cocchiarale (RJ)
Prêmio Sérgio Milliet (autor por pesquisa publicada)
Vencedora: Almerinda da Silva Lopes pela publicação de Artes Plásticas no Espírito Santo: 1940-1969. Ensino, produção, instituições e crítica. Vitória: Editora UFES, 2012.
Indicados:
Luiz Eugênio Teixeira Leite e Nelson Pôrto Ribeiro pela publicação de O Rio que o Rio não vê. Os símbolos e seus significados na arquitetura civil da cidade do Rio de Janeiro. São Paulo: AORI Produções Culturais, 2012.
Sandra Makowiecky pela publicação de A representação da cidade de Florianópolis na visão dos artistas plásticos. Florianópolis: Imprensa Oficial do Estado de Santa Catarina, 2012.
Prêmio Ciccillo Matarazzo (personalidade atuante na área)
Vencedor: Ricardo Ohtake (SP)
Indicados:
Bernardo Paz (MG)
Heitor Martins (SP)
Prêmio Maria Eugênia Franco (curadoria pela exposição)
Vencedor: Olívio Tavares de Araújo pela exposição "Di Cavalcanti: Brasil e Modernismo", Museu Oscar Niemeyer, MON, Curitiba
Indicados:
Felipe Scovino e Paulo Sergio Duarte pela exposição "Lygia Clark, uma retrospectiva", Itaú Cultural, São Paulo
Paulo Venâncio pela exposição "Oswaldo Goeldi: sombria luz", Museu de Arte Moderna, MAM, São Paulo.
Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade (instituição pela programação)
Vencedora: Instituto Moreira Salles (SP, RJ)
Indicadas:
Caixa Cultural (pela atuação nacional)
Museu Lasar Segall (SP)
Prêmio Antônio Bento (difusão das artes visuais na mídia)
Vencedora: Revista "Piauí"
Indicadas:
Revista "Arte e Cultura da América Latina"
"Revista da USP"

Ópera de Roger Waters - "Ça Ira - Há Esperança


Ópera de Roger Waters

"Ça Ira - Há Esperança

Compartilhado guia Uol São Paulo


  • JUCA QUEIROZ/AMAZONASPRESS
    Montagem da ópera "Ça Ira" apresentada em Manaus
    Montagem da ópera "Ça Ira" apresentada em Manaus
"Ça Ira - Há Esperança", ópera escrita por Roger Waters, será encenada no Theatro Municipal nos dias 2, 4, 7 e 9 de maio. O espetáculo é baseado no "libretto" original de Etienne Roda-Gil. Os ingressos já estão à venda.
A montagem traz uma ária inédita, composta por Waters. André Heller-Lopes assina a direção cênica, os figurinos são de Rosa Magalhães, a cenografia de Renato Theobaldo e a iluminação está a cargo de Fabio Retti.
A regência será de Rick Wentworth, parceiro de Roger Waters desde a década de 1980. Rick regeu orquestras de trilhas sonoras de filmes como "Alice no País das Maravilhas" e "A Fantástica Fábrica de Chocolate", e do primeiro "Piratas do Caribe", de Gore Verbinsky, entre outras produções.
Wentworth foi o regente da première de "Ça Ira" em Roma, em 2005 e da primeira montagem encenada, na cidade de Poznan, na Polônia. Em São Paulo irá reger a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Lírico Municipal.
Serviço
"Ça Ira - Há Esperança'
Onde: Theatro Municipal de São Paulo (Praça Ramos de Azevedo, s/n)
Quando: 2/05 (qui), 4/05 (sab), 7/05 (ter) e 9/05 (qui)
Horário: 20h
Quanto: R$ 40, R$ 60 e R$ 100
Ingressos: Podem ser adquiridos nas bilheterias do Theatro Municipal entre 10h e 19h ou no site www.ingressorapido.com.br/prefeitura
Classificação: 10 anos
Duração: 2h15
Compartilhado Folha de São Paulo - Ilustrada 30/04
Para a folha de São Paulo o baixista Roger Waters em entrevista que concedeu na segunda-feira (29) em São Paulo deixou claro que não tem nada a ver com rock a sua ópera "Ça Ira - Há Esperança", encenada pela segunda vez no Brasil.
Em 2008, houve uma montagem dirigida por Caetano Vilela em Manaus. Nesta quinta-feira, nova versão estreia em São Paulo com direção cênica assinada por André Heller-Lopes.
A rejeição ao rótulo vem de uma série de críticas sobre a incursão de Waters, ex-Pink Floyd, pelo universo da música clássica. "Na verdade, de rock essa obra não tem nada. Essa é um sinfonia pop para orquestra", diz.


Julien Warnand/Efe
O músico Roger Waters
O músico Roger Waters
Waters compôs a partitura, a partir de libreto original do francês Etienne Roda-Gil, entre 1998 e 2005. Allan Kozinn, do "New York Times", em crítica publicada em 2005, aponta que, analisada como ópera, a obra de Waters retorna a velhas formas, sem acrescentar nada original.
Em resposta, Waters diz não ser entusiasta da música erudita contemporânea ou moderna, gênero que ele considera "matemático demais". "Meu gosto pessoal tem mais a ver com o século 19", diz. O baixista cita Beethoven e Brahms como dois de seus compositores favoritos.
Isso explica parte da qualidade da partitura, melódica e essencialmente tonal, que agora encontra pela frente um time de cantores líricos brasileiros --as sopranos Lina Mendes e Gabriella Pace, a mezzo-soprano Keila de Moraes e os tenores Marcos Paulo e Giovanni Tristacci são alguns dos intérpretes. No concerto, também estão a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Lírico Municipal.
A regência é de Rick Wentworth, músico que deu suporte a Waters durante o processo de criação da partitura.

16 de maio no Teatro Ópera


O Coro de Ponta Grossa irá realizar no dia 16 de maio, às 20h, no Teatro Ópera
 um ensaio geral aberto especialmente para artistas da cidade, 
com o objetivo de trocar experiências, ouvir sugestões e saber como está funcionando
o espetáculo.
Contamos com a sua presença !
Pedimos para que repassem esta mensagens para seus amigos.



compartilhado por:
Fundação Municipal de CulturaRua Sete de Setembro, 510 — Ponta Grossa/PR
Telefones: (42) 3223-8204 / 3223-3709
e-mail: casadancapg@gmail.com