terça-feira, 21 de maio de 2013

Lei para os "ARTISTAS DE RUA"

LEI Nº 11.203, de 26/12/2012


DISPÕE SOBRE A APRESENTAÇÃO DE ARTISTAS DE RUA NOS LOGRADOUROS PÚBLICOS NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE PONTA GROSSA.


A CÂMARA MUNICIPAL DE PONTA GROSSA, Estado do Paraná, decretou, na Sessão Ordinária realizada no dia 10 de dezembro de 2012, a partir do Projeto de Lei nº 236/2012, de autoria da Vereadora Alina de Almeida Cesar, e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte, LEI:

Art. 1º 
As apresentações de trabalho cultural por artistas de rua em vias, cruzamentos, sinais públicos, parques e praças públicas deverá observar as seguintes condições:

I - permanência transitória no bem público, limitando-se a utilização ao período de execução da manifestação artística;

II - gratuidade para os espectadores, permitidas doações espontâneas e coleta mediante passagem de chapéu;

III - não impedir a livre mobilidade no trânsito de pedestres e veículos;

IV - respeitar a integridade das áreas verdes e demais instalações dos logradouros públicos, preservando-se os bens particulares e os de uso comum do povo;

V - não impedir acesso a instalações públicas ou privadas;

VI - prescindir de palco ou de qualquer outra estrutura de prévia instalação no local;

VII - obedecer os parâmetros de incomodidade e os níveis máximos de ruídos estabelecidos pelo Código de Posturas do Município;

VIII - estar concluídas até as 22:00 (vinte e duas) horas;

IX - não ter patrocínio privado que caracterize como evento de marketing, salvo projetos apoiados por lei municipal, estadual ou federal de incentivo à cultura.

Parágrafo Único - As atividades que necessitem de montagem de estrutura para a sua execução, somente poderão ser realizadas mediante prévia comunicação ao órgão competente do Poder Executivo.

Art. 2º 
Compreendem-se como atividades culturais de artistas de rua, dentre outras, o teatro, a dança individual ou em grupo, a capoeira, a mímica, as artes plásticas, o malabarismo ou outra atividade circense, a música, o folclore, a literatura e a poesia declamada ou em exposição física das obras.

Art. 3º 
Durante a atividade ou evento, fica permitida a comercialização de bens culturais duráveis como CDs, DVDs, livros, quadros e peças artesanais, desde que sejam de autoria do artista ou grupo de artistas de rua em apresentação e sejam observadas as normas que regem a matéria.

Art. 4º 
O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de 90 (noventa) dias, contados a partir da data de sua publicação.

Art. 5º 
Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS JURÍDICOS, em 26 de dezembro de 2012.

PEDRO WOSGRAU FILHO
Prefeito Municipal

ADELÂNGELA DE ARRUDA MOURA STEUDEL
Secretária Municipal de Administração e Negócios Jurídicos

Escândalo de obras falsas


Escândalo de obras falsas turbina lobby por nova lei no país

Compartilhado da Folha de São Paulo / Ilustrada.

Escândalos nas últimas semanas envolvendo obras falsas de artistas brasileiros em duas das maiores casas de leilão do mundo, a Christie's e a Phillips em Nova York, deixam evidente a sofisticação crescente de falsários no país.
compartilhada da folha de São Paulo / Ilustrada
"Estão furando o bloqueio até das casas de fora", diz Jones Bergamin, da Bolsa de Arte, uma das maiores casas de leilão do Brasil. "Esses golpes já se tornaram quase diários."
Enquanto advogados se esforçam para levar ao Congresso um novo projeto de lei que tornaria a falsificação de obras de arte um crime --a ação por enquanto é só enquadrada como estelionato ou falsidade ideológica--, a Phillips adiantou à Folha uma mudança nas regras.
"Sempre que uma obra não estiver catalogada pelo espólio do artista, vamos consultar seus herdeiros", diz Laura Gonzalez, especialista em arte latino-americana da Phillips, que retirou na semana passada um Alfredo Volpi "duvidoso" de um leilão.
Editoria de Arte/Folhapress
"Quem nos entregar obras para venda será informado de que vamos revelar seu nome aos herdeiros. Temos boas relações com o Brasil, mas o número de falsos é cada vez maior. É importante criar regras claras de autenticação."
No caso de obras falsas, advogados que defendem os direitos de artistas como Volpi e Candido Portinari tentam criar mecanismos para evitar que essas peças continuem a circular no mercado mesmo com suspeitas de falsificação.
Nada impede, por exemplo, que as supostas obras de Ivan Serpa, Mira Schendel, Amilcar de Castro, Roberto Burle Marx e Volpi, removidas dos leilões da Christie's e da Phillips, voltem ao mercado brasileiro "chanceladas" pela aparição no catálogo dessas casas renomadas.
"Botar a obra numa casa de leilão é um expediente frequente entre o pessoal que trabalha com coisas duvidosas", diz Marco Antonio Mastrobuono, diretor do Instituto Alfredo Volpi. "A própria pessoa articula para a peça não ser arrematada e depois tenta vender aqui com o catálogo em que ela aparece."
E elas aparecem cada vez mais. Num cenário que combina a fissura internacional por obras brasileiras e preços em alta, mas em que ainda falta conhecimento para identificar falsos, agentes de mercado no Brasil pressionam o governo a apertar o cerco contra falsários.
CAMINHO TORTUOSO
"Estamos agora trabalhando num projeto para tipificar como crime a falsificação", diz Maria Edina Portinari, diretora jurídica do Projeto Portinari. "No Brasil, isso não é crime. Se alguém estiver vendendo uma obra que sabe que é falsa, é estelionato. Se é pego em flagrante dizendo que é daquele artista, é falsidade ideológica. Mas esse ainda é um caminho tortuoso."
Luis Gustavo Grandinetti, desembargador aposentado do Rio, foi consultado pelos Portinari para aprimorar o projeto de lei que deve ser encaminhado ao Congresso. Ele propõe que a corte possa convocar uma comissão de especialistas sobre um artista para determinar se uma obra é ou não inautêntica.
Enquanto outros países têm isso previsto em lei, exigindo que uma obra declarada falsa por especialistas seja apreendida e destruída, a lei autoral no Brasil ainda é "omissa", na opinião de Pedro Mastrobuono, advogado do Instituto Alfredo Volpi.
"Um expert no Brasil não diz que uma obra é falsa porque ele pode ser denunciado por calúnia. Do ponto de vista jurídico, a figura do expert não está fundamentada", diz Mastrobuono. "Enquanto esses agentes estiverem desprotegidos das sanções criminais, estarão melindrados em assessorar as casas de leilão."
No projeto de lei dos herdeiros de Portinari, a comissão de especialistas a ser convocada pela corte teria o poder de um perito e não correria o risco de ser processada pelo dono da obra suspeita. "Esse risco de constrangimento desapareceria", diz Grandinetti. "Isso precisa ser levado ao debate político." (SILAS MARTÍ)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Marilena Chauí ...


Para Chauí, ditadura iniciou devastação física e pedagógica da escola pública

por Paulo Donizetti de Souza, Rede Brasil Atual publicado 29/03/2012 
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"Você saía de casa para dar aula e não sabia se ia voltar, se ia ser preso, se ia ser morto. Não sabia." (Foto: Gerardo Lazzari/ Sindicato dos Bancários)
São Paulo – Violência repressiva, privatização e a reforma universitária que fez uma educação voltada à fabricação de mão-de-obra, são, na opinião da filósofa Marilena Chauí, professora aposentada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, as cicatrizes da ditadura no ensino universitário do país. Chauí relembrou as duras passagens do período e afirma não mais acreditar na escola como espaço de  formação de pensamento crítico dos cidadãos, mas sim em outras formas de agrupamento, como nos movimentos sociais, movimentos populares, ONGs e em grupos que se formam com a rede de internet e nos partidos políticos. 
Chauí, que "fechou as portas para a mídia" e diz não conceder entrevistas desde 2003, falou à Rede Brasil Atual após palestra feita no lançamento da escola 28 de de Agosto, iniciativa do Sindicato dos Bancários de São Paulo que elogiou por projetar cursos de administração que resgatem conteúdos críticos e humanistas dos quais o meio universitário contemporâneo hoje se ressente.
Quais foram os efeitos do regime autoritário e seus interesses ideológicos e econômicos sobre o processo educacional do Brasil?
Vou dividir minha resposta sobre o peso da ditadura na educação em três aspectos. Primeiro: a violência repressiva que se abateu sobre os educadores nos três níveis, fundamental, médio e superior. As perseguições, cassações, as expulsões, as prisões, as torturas, mortes, desaparecimentos e exílios. Enfim, a devastação feita no campo dos educadores. Todos os que tinham ideias de esquerda ou progressistas foram sacrificados de uma maneira extremamente violenta.
Em segundo lugar, a privatização do ensino, que culmina agora no ensino superior, começou no ensino fundamental e médio. As verbas não vinham mais para a escola pública, ela foi definhando e no seu lugar surgiram ou se desenvolveram as escolas privadas. Eu pertenço a uma geração que olhava com superioridade e desprezo para a escola particular, porque ela era para quem ia pagar e não aguentava o tranco da verdadeira escola. Durante a ditadura, houve um processo de privatização, que inverte isso e faz com que se considere que a escola particular é que tem um ensino melhor. A escola pública foi devastada, física e pedagogicamente, desconsiderada e desvalorizada.
E o terceiro aspecto?
A reforma universitária. A ditadura introduziu um programa conhecido como MEC-Usaid, pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, para a América Latina toda. Ele foi bloqueado durante o início dos anos 1960 por todos os movimentos de esquerda no continente, e depois a ditadura o implantou. Essa implantação consistiu em destruir a figura do curso com multiplicidade de disciplinas, que o estudante decidia fazer no ritmo dele, do modo que ele pudesse, segundo o critério estabelecido pela sua faculdade. Os cursos se tornaram sequenciais. Foi estabelecido o prazo mínimo para completar o curso. Houve a departamentalização, mas com a criação da figura do conselho de departamento, o que significava que um pequeno grupo de professores tinha o controle sobre a totalidade do departamento e sobre as decisões. Então você tem centralização. Foi dado ao curso superior uma característica de curso secundário, que hoje chamamos de ensino médio, que é a sequência das disciplinas e essa ideia violenta dos créditos. Além disso, eles inventaram a divisão entre matérias obrigatórias e matérias optativas. E, como não havia verba para contratação de novos professores, os professores tiveram de se multiplicar e dar vários cursos. 
"Fazer uma universidade comprometida com o que se passa na realidade social e política se tornou uma tarefa muito árdua e difícil"
Houve um comprometimento da inteligência?
Exatamente. E os professores, como eram forçados a dar essas disciplinas, e os alunos, a cursá-las, para terem o número de créditos, elas eram chamadas de “optatórias e obrigativas”, porque não havia diferença entre elas. Depois houve a falta de verbas para laboratórios e bibliotecas, a devastação do patrimônio público, por uma política que visava exclusivamente a formação rápida de mão de obra dócil para o mercado. Aí, criaram a chamada licenciatura curta, ou seja, você fazia um curso de graduação de dois anos e meio e tinha uma licenciatura para lecionar. Além disso, criaram a disciplina de educação moral e cívica, para todos os graus do ensino. Na universidade, havia professores que eram escalados para dar essa matéria, em todos os cursos, nas ciências duras, biológicas e humanas. A universidade que nós conhecemos hoje ainda é a universidade que a ditadura produziu. 
Essa transformação conceitual e curricular das universidade acabou sendo, nos anos 1960, em vários países, um dos combustíveis dos acontecimentos de 1968 em todo mundo.
Foi, no mundo inteiro. Esse é o momento também em que há uma ampliação muito grande da rede privada de universidades, porque o apoio ideológico para a ditadura era dado pela classe média. Ela, do ponto de vista econômico, não produz capital, e do ponto de vista política, não tem poder. Seu poder é ideológico. Então, a sustentação que ela deu fez com que o governo considerasse que precisava recompensá-la e mantê-la como apoiadora, e a recompensa foi garantir o diploma universitário para a classe média. Há esse barateamento do curso superior, para garantir o aumento do número de alunos da classe média para a obtenção do diploma. É a hora em que são introduzidas as empresas do vestibular, o vestibular unificado, que é um escândalo, e no qual surge a diferenciação entre a licenciatura e o bacharelato. 
Foi uma coisa dramática, lutamos o que pudemos, fizemos a resistência máxima que era possível fazer, sob a censura e sob o terror do Estado, com o risco que se corria, porque nós éramos vigiados o tempo inteiro. Os jovens hoje não têm ideia do que era o terror que se abatia sobre nós. Você saía de casa para dar aula e não sabia se ia voltar, não sabia se ia ser preso, se ia ser morto, não sabia o que ia acontecer, nem você, nem os alunos, nem os outros colegas. Havia policiais dentro das salas de aula.
Houve uma corrente muito forte na década de 60, composta por professores como Aziz Ab'Saber,  Florestan Fernandes, Antonio Candido, Maria Vitória Benevides, a senhora, entre outros, que queria uma universidade mais integrada às demandas da comunidade. A senhor tem esperança de que isso volte a acontecer um dia?
Foi simbólica a mudança da faculdade para o “pastus”, não é campus universitário, porque, naquela época, era longe de tudo: você ficava em um isolamento completo. A ideia era colocar a universidade fora da cidade e sem contato com ela. Fizeram isso em muitos lugares. Mas essa sua pergunta é muito complicada, porque tem de levar em consideração o que o neoliberalismo fez: a ideia de que a escola é uma formação rápida para a competição no mercado de trabalho. Então fazer uma universidade comprometida com o que se passa na realidade social e política se tornou uma tarefa muito árdua e difícil. 
"Esse é o momento também em que há uma ampliação muito grande da rede privada de universidades, porque o apoio ideológico para a ditadura era dado pela classe média"
Não há tempo para um conceito humanista de formação?
É uma luta isolada de alguns, de estudantes e  professores, mas não a tendência da universidade.
Hoje, a esperança da formação do cidadão crítico está mais para as possibilidades de ajustes curriculares no ensino fundamental e médio? Ou até nesses níveis a educação forma estará comprometida com a produção de cabeças e mãos para o mercado?
Na escola, isso, a formação do cidadão crítico, não vai acontecer. Você pode ter essa expectativa em outras formas de agrupamento, nos movimentos sociais, nos movimentos populares, nas ONGs, nos grupos que se formam com a rede de internet e nos partidos políticos. Na escola, em cima e em baixo, não. Você tem bolsões, mas não como uma tendência da escola.

Christie's: recorde de quase US$ 500 milhões em leilão de arte


Christie's: recorde de quase US$ 500 milhões em leilão de arte


AFP - Agence France-Presse

Um leilão de arte contemporânea da casa Christie's em Nova York terminou na quarta-feira e registrou a quantia de quase 500 milhões de dólares, a maior da história neste tipo de venda, incluindo uma obra de Jackson Pollock negociada por US$ 58,4 milhões.

Número 19, 1948

Jackson Pollock (1912-1956)
número 19 de 1948
, assinada e datada "Jackson Pollock 48 '(canto superior esquerdo)
de óleo e esmalte sobre papel montado sobre tela
30 7/8 x 22 5/8 polegadas (78,4 x 57,4 centímetros).
Pintado em 1948.

A Christie's informou que a venda alcançou o total de 495,02 milhões de dólares e que 94% dos lotes oferecidos encontraram compradores. Nove obras foram vendidas por mais de 10 milhões de dólares e outras 23 superaram cinco milhões.
De acordo com a empresa, este é o maior valor arrecadado em um leilão de arte contemporânea na história.
"É a maior quantia alcançada na história dos leilões", disse Brett Gorvy, presidente e diretor internacional de arte do pós-guerra e contemporânea da Christie's.
"Os preços recordes estabelecidos refletem uma nova era no mercado de arte, no qual colecionadores experientes e novos compradores disputam no mais alto nível, dentro de um mercado global", disse Gorvy.
Uma pintura de Jackson Pollock, feita no auge criativo do artista americano, foi vendida pelo valor recorde de US$ 58,4 milhões.
O quadro "Number 19, 1948", um dos mais representativos do estilo "pintura de gotejamento" de Pollock, tem uma reluzente mistura de prata, preto, branco, vermelho e verde.
A expectativa inicial de venda era de US$ 25 milhões a US$ 35 milhões. A quantia alcançada representa um novo recorde em um leilão para o artista, cujas pinturas supostamente foram vendidas por valores ainda maiores em acordos privados, uma informação nãp confirmada.
A Christie's também vendeu um Jean Michel Basquiat ("Dustheads") por US$ 48,8 milhões, bastante acima da estimativa de pré-venda, também entre US$ 25 milhões e US$ 35 milhões. Outro recorde em um leilão para uma obra deste pintor americano.
Jean-Michel Basquiat (1960-1988) 
Dustheads 
assinado, datado e intitulado 'DUSTHEADS Jean-Michel Basquiat 82' (no sentido inverso) 
acrílico, oilstick, esmalte spray e pintura metálica sobre tela 
72 x 84 polegadas (182,8 x 213,3 centímetros. ) 
Pintado em 1982.
"Woman with flowered hat", de Roy Lichtenstein, foi vendido por 56,1 milhões de dólares, em mais um recorde para uma obra do artista.
Roy Lichtenstein, mulher com chapéu florido (1963), através da Christie
Roy Lichtenstein (1923-1997) 
Mulher com chapéu florido 
assinado e datado 'rf Lichtenstein '63' (no sentido inverso) 
Magna sobre tela 
50 1/8 x 40 ¼ polegadas (127,3 x 102,2 centímetros). 
Pintado em 1963.
Este é um trabalho pouco comum de Lichtenstein, grande figura da pop art, que ficou conhecido pelas pinturas que imitam o estilo das tiras cômicas, mas que nesta obra utilizou seu estilo meticuloso para parodiar o cubismo de Picasso.
O maior preço pago até então por uma obra de Lichtenstein havia sido 44,9 milhões de dólares.
O sucesso da Christie's aconteceu um dia depois da rival, a casa Sotheby's, ter registrado recordes com a venda por 43,8 milhões de dólares de "Onement VI" de Barnett Newman, uma das maiores figuras do expressionismo abstrato.
Onement VI, obra de Barnet Newman arrematada por 43,84 milhões de dólares na Sotheby's de Nova York
Pintura de 1953, intitulado "unicidade VI" por expressionista abstrato Barnett Newman

No mesmo leilão, a obra de Gerhard Richter "Domplatz, Mailand" foi vendida por 37,1 milhões de dólares, um novo recorde para uma obra de um artista vivo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Exposição de Arte Contemporânea do Amazonas faz itinerância por diversas capitais do Brasil....


Exposição: Arte contemporânea no Amazonas


O Espaço Cultural Correios Fortaleza promove a exposição “Arte contemporânea no Amazonas” no período de 2 e 29 de maio, reunindo obras de 20 artistas amazonenses. Nas 55 obras é mostrada a forte relação com a natureza e a diversidade de paisagens e vivências da região amazônica, com a sua profusão de cores, os seus rios, canoas, pássaros e personagens, como as beijuzeiras. Os artistas participantes são Turenko Beça, Buy Chaves, Manausmacaco-Claudson Mota, Eli Bacelar, Rita Loureiro, Francimar Barbosa, Jair Jacqmont, Jandr Reis, Mário de Paula, Nelson Falcão, Otoni Mesquita, Rui Machado, Sergio Cardoso, Oscar Ramos, Zeca Nazaré, Pedro Falabella, José Stênio, Cristovão Coutinho, Moacir Andrade, Hahnemann Bacelar. As telas foram produzidas com tinta a óleo e acrílica. Há também infogravuras.

A exposição passou por Recife (PE) e Brasília (DF). Em Fortaleza, poderá ser visitada de segunda a sexta, das 8h às 17h e, aos sábados, das 8h às 12h. O Espaço Cultural Correios Fortaleza fica na Rua Senador Alencar, nº38, Centro. A realização é da produtora L’escalier Romaric, com curadoria de Romaric Sulger Büel e apoio do Espaço Cultural Correios.

Mais informações: Espaço Cultural Correios Fortaleza - (fone: 85 3255 7262)

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Achei maravilhoso este blog, toda história da nossa literatura.
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Aline Wirley e Igor Rickli: 'Ciúme, só um pouquinho!'


Aline Wirley está realizada com o sucesso do marido, cantora ganha um chamego nos bastidores de Flor do Caribe e conta que se emocionou com cenas de Alberto

Apaixonado, Igor Rickli beija a esposa Aline Wirley (Foto: Flor do Caribe / TV Globo)
Apaixonado, Igor Rickli beija a esposa Aline Wirley (Foto: Flor do Caribe / TV Globo)


Igor Rickli recebeu a visita de uma pessoa muito especial no set de gravação de Flor do Caribe, nesta segunda-feira, dia 13 de maio. A cantora Aline Wirley, esposa do ator, conferiu de perto a performance do maridão na pele do vilão Alberto. Feliz com o sucesso do marido em sua primeira novela, Aline garantiu que lida muito bem com o assédio das fãs. “Eu entendo, né? As mulheres acham ele lindo, assim como eu! O assédio é um bom sinal, é resultado do reconhecimento do público. Ciúme, só um pouquinho!”, brinca.
E nem as cenas de beijo do ator com a atriz Grazi Massafera preocupam Aline. “A relação dele com a Grazi é de muito companheirismo, de amizade, estão sempre brincando, sorrindo... É muito legal de ver! Além disso, ele é muito cuidadoso comigo e me deixa super segura”, revela.
Aline acompanhou de pertinho as cenas do marido Igor Rickli (Foto: Flor do Caribe / TV Globo)Aline acompanhou de pertinho as cenas do marido Igor Rickli (Foto: Flor do Caribe / TV Globo)
Encantada por visitar a cidade cenográfica da novela pela primeira vez, Aline contou que não perde um capítulo da novela e foi só elogios ao primeiro trabalho do marido na telinha. “Acho que o Igor cresceu muito como ator. A cada cena que vejo dele percebo isso. Me emocionei muito na cena em que o Alberto surta e quebra todo seu escritório. Chorei e fiquei muito orgulhosa”, afirma.
Além da esposa, Igor Rickli também teve a companhia da irmã Ivana e do sobrinho Claudio durante o dia de trabalho.
Igor Rickli com a esposa Aline Wirley, sua irmã e seu sobrinho (Foto: Flor do Caribe / TV Globo)Igor Rickli com a esposa Aline Wirley, sua irmã e seu sobrinho (Foto: Flor do Caribe / TV Globo)


 

Apartamento é encontrado fechado há 75 anos


Apartamento é encontrado fechado há 75 anos 

Todos os objetos dentro do local estavam intocados, inclusive pinturas avaliadas em 2,1 milhões de euros.
Hoje em dia, é difícil achar pessoas que ainda guardem tesouros antigos intocados — a maioria os vende para museus ou coleções particulares. No entanto, foi exatamente isso que aconteceu há alguns anos, com uma família francesa, quando eles descobriram um apartamento intocado há 75 anos.
Isso aconteceu porque a dona do local se mudou para o sul da França ainda antes da Segunda Guerra Mundial e nunca mais voltou para o apartamento. Décadas depois, a família dessa mulher acabou encontrando o imóvel, sendo que ele estava trancado e intocado desde o tempo da mudança.
Como se já não bastassem os móveis antigos, brinquedos empoeirados e todo o ambiente que parece mais uma viagem no tempo, a família também encontrou quadros do pintor Giovanni Boldini, avaliados em 2,1 milhões de euros. História incrível, não é mesmo?

domingo, 12 de maio de 2013

Curadores são tema de livros, mostra e seminário


Curadores são tema de livros, mostra e seminário


COMPARTILHADO FOLHA DE SÃO PAULO / ILUSTRADAS

Diante da câmera, curadores respondem a uma única pergunta, sobre o que "fazem ou esperam fazer" quando organizam uma mostra. Entre jovens e mais experientes, falas destoam, com mais diferenças do que semelhanças.

Na ala dos veteranos estão Paulo Herkenhoff, Suely Rolnik, Lisette Lagnado e Moacir dos Anjos, entre outros. Pela nova geração, Luisa Duarte, Clarissa Diniz, Bitu Cassundé, entre outros. Todos foram interrogados pelos artistas Pablo Lobato e Yuri Firmeza para uma obra mostrada uma só vez até hoje.
Invertendo os papéis, Lobato e Firmeza colocaram os curadores na parede, para que explicassem seus métodos e revelassem suas ideias.

Divulgação
Os curadores Daniela Castro, Luisa Duarte, Suely Rolnik, Bitu Cassundé, Clarissa Diniz, Solange Farkas, Moacir dos Anjos, Paulo Herkenhoff, Glória Ferreira, Ricardo Basbaum, Lisette Lagnado, Marconi Drummond, Marisa Mokarzel, Gaudêncio Fidélis, Jochen Volz e Júlio Martins em montagem dos artistas Pablo Lobato e Yuri Firmeza
Os curadores Daniela Castro, Luisa Duarte, Suely Rolnik, Bitu Cassundé, Clarissa Diniz, Solange Farkas, Moacir dos Anjos, Paulo Herkenhoff, Glória Ferreira, Ricardo Basbaum, Lisette Lagnado, Marconi Drummond, Marisa Mokarzel, Gaudêncio Fidélis, Jochen Volz e Júlio Martins em montagem dos artistas Pablo Lobato e Yuri Firmeza

"Quem vai para o espaço não é a obra, mas o curador. Sempre teve muita especulação sobre o poder desses caras no Brasil", diz Lobato. "Então, a gente, com um espírito meio punk, queria ver como essa coisa funcionava."
Três anos depois de exibido em forma de instalação em Fortaleza, o projeto "O Que Exatamente Vocês Fazem, Quando Fazem ou Esperam Fazer Curadoria?" vai virar livro, que sai pela Azougue em agosto, enquanto os vídeos devem ser exibidos mais uma vez em mostra em São Paulo.
Esse é só um dos vários projetos que tentam "mapear sensibilidades" entre os curadores do país. Focando a nova geração, Guilherme Bueno e Renato Rezende lançaram há pouco o livro "Conversas com Curadores e Críticos de Arte", em que tentam mapear nomes emergentes.
"Essa é a primeira geração que não passou pelo dilema da transição da arte moderna para a contemporânea", diz Bueno. "A ideia era entender a formação intelectual desses autores, uma tentativa também de gerar história."
E polêmica. Desde que foi lançado, o livro vem provocando debates nas redes sociais, com alguns críticos apontando como falha do livro uma abordagem que põe no mesmo saco as figuras do crítico de arte e do curador.
No fim do mês, essas perguntas também devem ser levantadas no seminário Panorama do Pensamento Emergente. Organizado por Cristiana Tejo, o encontro levará ao Recife dez jovens curadores, entre eles Clarissa Diniz, Ana Maria Maia, Júlia Rebouças e Luiza Proença. (sm)

CONVERSAS COM CURADORES E CRÍTICOS DE ARTE
AUTOR Guilherme Bueno, Renato Rezende (org.)
EDITORA Circuito
QUANTO R$ 37 (365 págs.)

INTERCÂMBIO NO LOUVRE


Ibram abre inscrições para bolsa de intercâmbio no Louvre (França)

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em parceria com a Escola do Louvre, na França, abriu inscrições para a Bolsa de Intercâmbio de formação no Seminário Internacional de Verão de Museologia da Escola do Louvre (Siem) e estágio em museus franceses.
Foto: Konstantinos DafaliasSerão concedidas três bolsas para brasileiros, sendo uma para servidor do Ibram/MinC e duas para público em geral, com duração de três meses, não renováveis. Os selecionados receberão bolsas no valor especificado na Portaria nº 174 da Capes, na modalidade Capacitação.
Para concorrer, os interessados devem estar inscritos em curso de pós-gradução em nível de mestrado na área da Museologia, História da Arte, Arqueologia ou Antropologia; possuir proficiência em língua francesa comprovada e nacionalidade brasileira, não cumulada com nacionalidade francesa.
As inscrições vão até dia 17 de maio.
Clique aqui para acessar o edital e aqui para conferir a programação do curso (em francês).