sexta-feira, 1 de março de 2013

JORNAL DA MANHÃ DIVULGA ATELIERS


Parabéns ao Jornal da Manhã pela matéria de Daniel Petroski no caderno MIX divulgando a Arte e nossos ateliers incentivando a população a iniciar um hábito saudável que é fazer Arte.
Mais informações 42 9962 5952
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Manhã pela matéria 
de Daniel Petroski no 
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EDILSON VIRIATO - Artista, Orientador e Curador


Edilson Viriato                 

Edilson Viriato nasceu em Paraíso do Norte - PR. 

Vive e trabalha em Curitiba - Paraná, atuando como orientador, curador e artista plástico.

Freqüentou o atelier de Marize Canabrava, Paraíso do Norte.
Formação superior pela Escola de Musica e Belas Artes do Paraná em gravura, pintura, desenho, escultura.



Freqüentou o Atelier Solar do Barão.
Atualmente possui ateliê próprio onde desenvolve trabalho de gravura: metal, lito, xilo, serigrafia etc.
Participação em congressos, palestras, workshops e simpósios de arte:
Oficinas de performance com o grupo Xarandú e Tupi não Dá, Curitiba /PR EMBAP 1988.

Objetos e instalações com Marwing - Curitiba/PR 1988.
Participação em Grupos: WAM - artes plásticas, Grupo Portão - Dança, expressão corporal, performance e artes plásticas, Grupo Furiato - artes plásticas.

Vice-Diretor Cultural da APAP ( Associação Paranaense de Artistas Plásticos) 1993/94.

Integrou o Grupo de Restauração do MAP (Museu de Arte do Paraná) 1987.
Diretor Cultural do SESC Terceira Idade Curitiba PR 1989/90.
Curador de Mostras e Exposições a nível Nacional e Internacional.
Participação em vários salões, mostras, exposições Nacionais e Internacionais 
Ateliê: Lamenha Lins 725 Curitiba - PR


O Real, como nós o vemos?

A obra de Edilson Viriato
Propõe-se aqui o olhar sobre um artista de fortes raízes nas tradições brasileiras, onde sua obra, como também a literatura latino-americana, é claramente localizada e universal ao mesmo tempo.
Trata-se de um jovem artista que vem se impondo como um dos mais importantes da sua geração; seu nome é Edilson Viriato.
A primeira questão que devemos abordar é a de saber de qual Brasil estamos falando; não se trata de um Brasil do Norte ou do Centro, onde são ainda bastante claros os traços indígenas, nem do Nordeste onde a influência negra é muito forte. Mas do Brasil do Sul, formado por sucessivas ondas de imigrantes europeus que seguiram os portugueses e os espanhóis e transformaram essa região a partir do século XIX.
E será a "modernidade o momento de unificação da cultura brasielira, quando todos se identificarão pela procura de suas identidades, um identidade antropófaga, não no sentido de "Manifesto Canibal" de (...) nos anos 20, mas do "Manifesto Antropófago" de Oswald de Andrade centrado no núcleo "ético-mítico" da cultura brasileira, para quem a antropofagia era um ritual místico e lírico da "devoração mágica da natureza", uma festa de reconciliação que culmina com a refeição antropofágica, na qual o vencedor se apropria das qualidades daquele que ele está ingerindo. É a paródia do "modernismo" brasileiro, no qual a obra nasce pela "devoração" dos modelos importados (Roberto Pontual).(4)

A resposta Sul brasileira para esta "devoração mágica" pode ser identificada ao mito eslavo do "vampiro" (ou até mesmo do mito, de tradição européia, do "lobisomem"). O "vampiro" não come a carne, nem elimina completamente sua vítima, mas ao sugar seu sangue ele a transforma em um dos seus. "O Vampiro de Curitiba", é um conto bastante conhecido de Dalton Trevisan, (5) no qual o mito é interpretado como vampirismo sexual e social, mas também como auto-vampirisação : é o monólogo interior do "morcego" condenado a caçar nas trevas; uma tragicomédia que é a analise pessimista do ser humano numa sociedade provinciana e repressiva.
É neste sentido que Viriato produziu uma obra que fala do tabu, da farsa e da comédia do mundo (Curitiba foi a cidade que ele escolheu para viver e trabalhar). Cheia de alegorias pessoais, o cotidiano é a encenação por excelência, um cotidiano que se encontra numa fronteira mal definida entre realidade e irrealidade, verdade e imaginação. Ele pretende, antes de mais nada, criar um efeito, como no teatro, para provocar emoções e paixões pela revelação da ideologia desse cotidiano.
Da alegoria, que surge dos momentos reais e vividos e que são transformados pelo seu imaginário, ele produz simbolos como o "cachorro-piranha" (utilizado quase como uma assinatura), (6) o "sorriso-serrote", os dentes pontudos, as mãos, as pernas, o rosário, etc. Cada um tem sua história pessoal que pode ser transformado em desenho, em pintura, em gravura, numa instalação ou numa performance.

Seu trabalho é bastante complexo, deixando de lado as malícias irreverentes e irônicas de adolescente, toda a cultura ocidental é posta em crise, suas verdades e os seus conflitos: o homem, o erotismo, a vida e a morte, a religião e o sexo, a vanguarda e o kitsch, a ciência e a utopia; ele faz alusão a vida urbana. À força da imagem, à velocidade dos meios de comunicação, ao particular e ao coletivo, com desprezo e também com uma certa perversidade.
Mais que em Dada e mais que nas performances da "body-art", ele conseguiu aproximar o "celestial" com o "sujo", o imundo, o Deus e o Diabo. O barroco foi então transformado pelo expressionismo e contaminado pelo "tropicalismo", uma antropofagia de brincadeira que destrói os modelos artísticos para produzir uma estética do deboche lírico. 


Suas instalações, de evidentes raízes populares, buscam novos meios expressivos e anulam as fronteiras entre os gêneros de expressão: numa câmara mortuária em formade cruz, derivada do "carnaval tropicalista", Viriato encheu de imagens pessoais, de maliciosas coroas funerárias, de obsessivos simbolos fálicos alados, "corbeilles"de flores e de borboletas com agresivas marcas de campos de concentração, os "cachorros-piranhas" sempre presentes, os anjos e os santos psicodélicos que mostram seus dentes pontudos e vampirescos, tendo como irônicos títulos - PRECAUÇÃO: "Pai não nos deixe cair em tentação", TENTAÇÃO E SEXO: "Seduzindo os sedutores"; CRUCIFICAÇÃO: "Enquanto os cães ladram, um ladrão é crucificado, um anjo sonha em ser Batman e a Santa diz amén".
Concluindo com Viriato: "Eu gosto de brincar com todas estas coisas. Existe um elemento latino no colorido forte, no deboche, que procura retirar certas coisas do dia-a-dia da banalidade e apresentá-las com uma certa importância".(7)
Fernando A. F. Bini
Paris, março de 1995.
Artigo publicado na Revista REG Arts, Arts Plastiques, Revue semestriel, n. 2
Département Arts Plastiques, Université Paris 8.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Curso de Especialição em Artes Visuais,

A Universidade Positivo de Curitiba (PR) está com inscrições abertas para curso de Especialição em Artes Visuais, sob coordenação de Felipe Cardoso de Mello Prando. O curso, que tem aulas quinzenais às sextas e sábados, é destinado destina a profissionais envolvidos com as Artes Visuais (artistas, curadores, educadores, produtores culturais, profissionais de museus e órgãos públicos culturais, editores), e demais interessados. O corpo docente é formado por Ana Paula França, Cayo Honorato, Felipe Prando, Jorge Menna Barreto, Júnior Gabardo, Keila Kern, Martin Grossmann, Milla Jung, Regina Melim, Renato Bertão e Ricardo Basbaum. Investimento: 18 parcelas de R$ 519,84.
 

Mais informações: 
Universidade Positivo - Secretaria de Pós-Graduação
 
Campo Comprido: r. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300, tel. (41)
3317-3093.
posgraduacao@up.com.br
| www.posup.com.br

Escola do Masp recebe inscrições para cursos de 2013


Escola do Masp recebe inscrições para cursos de 2013 +
A Escola do Masp está com inscrições abertas para os cursos do primeiro e segundo bimestre de 2013. As inscrições podem ser realizadas até um dia antes do início do curso (conforme disponibilidade). Entre os cursos se destacam “História da Curadoria”, “Rota da Seda” e “Michelangelo e a Capela Sistina”, entre outros. As atividades tem caráter livre e são abertas a todos, com ou sem formação na área.
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Confira os cursos:
1º bimestre
“Rota da Seda”, com Maria Fernanda Lochschmidt.
Segundas-feiras, das 19h às 21h, 8 aulas (16 horas/aula).
Investimento: 450,00/ 240,00 (meia)
Período: 04/03 a 22/04
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“Pollock, Soulages, Yolanda Mohalyi: A Abstração Expressiva no Segundo Pós-Guerra”, com Ana Cândida de Avelar.
Segundas-feiras, das 19h às 21h, 8 aulas (16 horas/aula)
Investimento: 450,00/ 240,00 (meia)
Período: 04/03 a 22/04
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“História da Curadoria”, com Débora Gigli Buonano.
Terças-feiras, das 19h às 21h,
Investimento: 450,00/ 240,00 (meia), 8 aulas (16 horas/aula)
Período: 05/03 a 23/04
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“Introdução à História da Arte III - De Caravaggio à Delacroix, ou Como o Romantismo Excede o Tenebrismo para Aceder à Modernidade”, de Denis Molino.
Quartas-feiras, das 19h às 21h, 16 aulas (32 horas/aula)
Investimento: 900,00/ 480,00 (meia)
Período: 06/03 a 19/06
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“História da Arte I: Das Esfinges Egípcias às Catedrais Góticas”, com Denis Molino.
Quintas-feiras, das 19h às 21h, 16 aulas (32 horas/aula)
Investimento: 900,00/ 480,00 (meia)
Período: 07/03 a 05/07
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“Arte moderna no Brasil”, com Ana Maria Hoffmann.
Quinta-feira, das 19h às 21h, 8 aulas (16 horas/aula)
Investimento: 450,00/ 240,00 (meia)
Período: 07/03 a 02/05

2º bimestre

“Michelangelo e a Capela Sistina”, com Eduardo Kickhöfel.
Segundas-feiras, das 19h às 21h, 8 aulas (16 horas/aula)
Investimento: 450,00/ 240,00 (meia)
Período:06/05 a 24/06
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“Arte do século XIX no Brasil”, com Leticia Squeff.
Terças-feiras, das 19h às 21h, 8 aulas (16 horas/aula).
Investimento: 450,00/ 240,00 (meia)
Duração do módulo: 8 aulas (16 horas/aula)
Período: 07/05 a 25/06
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“Arte Conceitual: As Propostas Dadaístas e a Obra de Josef Beuys”, com Ana Maria Hoffmann.
Quintas-feiras, das 19h às 21h, 8 aulas (16 horas/aula)
Investimento: 450,00/ 240,00 (meia)
Período: 09/05 a 05/07

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Mais informações:
Museu de Arte de São Paulo
Cerqueira César: av. Paulista, 1.578, estação Trianon-Masp do Metrô, tel. (11) 3251-5644. www.masp.art.br

sábado, 23 de fevereiro de 2013

3Doodler - Primeira caneta 3D - Sensacional


3Doodler é a primeira caneta de impressão 3D do mundo

» Arquitetura & Design | News / por Zupi




Você ja desejou levantar somente o traço da caneta do papel e ver seu desenho convertido numa figura tridimensional?  Por mais louco que isso soe, agora é possível! Peter Dilworth e Bogue Maxwell, da companhia americana WobbleWorks, criaram a 3Doodler, a primeira caneta de impressão 3D do mundo.
Usando plástico ABS (mesmo material utilizado por muitas impressoras 3D), a 3Doodler desenha no ar ou sobre superfícies, e só necessita estar ligada
à tomada. As possibilidades criativas são infinitas, incluindo formas básicas, jóias, acessórios, ímãs de geladeira e por que não uma réplica da Torre Eiffel?


3Doodler-01



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Para saber mais sobre o projeto, acesse kickstarter.com 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A linguagem das coisas - Francisco Bosco


Francisco Bosco / texto extraído do O Globo / Cultura
Francisco Bosco escreve às quartas-feiras

A linguagem das coisas

Colunista rebate texto de Ferreira Gullar

sobre arte contemporânea

Colunista Francisco Bosco Segundo Caderno Foto: Arquivo
Colunista Francisco Bosco Segundo CadernoARQUIVO
No domingo retrasado, em sua coluna na “Folha de S.Paulo”, Ferreira Gullar argumentou contra a arte contemporânea, questionando o estatuto de arte das obras de alguns dos artistas tidos como dos mais importantes de nosso tempo. Isso porque, para Gullar, a arte contemporânea é “caracterizada por não ter linguagem” e é, no limite, uma “negação dos valores estéticos”. Considero que o grande poeta está, quanto a isso, bastante equivocado. Selecionarei e comentarei as passagens mais decisivas de sua argumentação, quanto ao ponto que me interessa aqui.
Gullar defende que a arte contemporânea não tem linguagem porque uma obra sua “não nasce da elaboração de signos e formas constitutivos de um universo expressivo, dentro do qual o artista cria”. Entendo que esteja se referindo, quando fala de tais signos e formas, às palavras no “universo expressivo” da literatura, às linhas, formas e cores no da pintura, aos sons no da música etc. Ocorre que, “nesse novo tipo de arte, um mesmo artista poderia propor, como obra sua, casais nus num museu, urubus numa gaiola ou um tubarão cortado ao meio”. Gullar prossegue: “Como não foi ele quem fez os casais, nem os urubus nem o tubarão, a sua obra consiste apenas em uma ideia que lhe ocorreu”.
A alusão acima é clara: refere-se a obras, respectivamente, de Marina Abramovic, Nuno Ramos e Damien Hirst. Para Gullar, então, esses artistas criam obras sem linguagem, porque não empregam, em sua construção, signos (palavras, por exemplo) ou matérias-primas (cores, linhas ou sons), e sim coisas do mundo, objetos pré-existentes, que “não foi ele [o artista] quem fez”. Desse raciocínio, Gullar extrai, numa conclusão cuja lógica me escapa, que uma tal obra sem linguagem “consiste apenas em uma ideia que lhe ocorreu”.
A argumentação é insustentável, a começar pela compreensão dos termos que ela mobiliza, principalmente “linguagem”. Pode-se afirmar que linguagem é um sistema de produção de sentido por meio da relação entre os signos ou elementos que a constituem. Ora, não há razão para não considerar os objetos do mundo como signos por meio dos quais se produz sentido. O corpo humano é (também) um signo. Um urubu e um tubarão são (também) signos. Na performance de Marina Abramovic a que Gullar parece se referir, duas pessoas nuas estreitam a porta de entrada de um espaço exibitivo. Como negar a essa composição a produção de um sentido? Algumas das definições modernas de arte mais fecundas são as de “desvio”, “deslocamento” e “desautomatização” da experiência. O comportamento social humano é ele mesmo uma gramática, com seus signos nos lugares habituais. Colocar duas pessoas nuas em um espaço público e obrigar o visitante a relacionar-se com elas é um desvio da norma, uma desautomatização da experiência.
O mesmo vale para os urubus de Nuno Ramos (colocar um urubu numa obra luminosa de Niemeyer, em meio à euforia de uma Bienal, é criar uma relação produtora de um sentido inesperado) e o tubarão de Hirst (o menos interessante entre os três, a meu ver). Esses artistas usam o mundo como linguagem, usam a linguagem das coisas. Dizer que não foi o artista “quem fez os casais” é um despropósito, pois nunca houve um escritor que tivesse “feito” as palavras, ou um músico, os sons. Talvez também não seja acertado falar em “signos e formas constitutivos de um universo expressivo”, mas sim constituinte dele: universos expressivos não existem no mundo platônico das ideias, mas no mundo histórico a partir de cujos novos signos e formas eles surjem. Finalmente, a noção de ideia merece um reparo: o que é uma ideia senão um pôr em relação signos, matérias-primas (a rigor, nem sei se isso existe) ou coisas (que são também signos)?
No fundo, o problema de Gullar parece ser um suposto esvaziamento do caráter sensível da obra de arte, em privilégio da “ideia”. Ele observa que a expressão “arte conceitual” é “o contrário da natureza das artes”. Esse é um ponto complexo, mas, seja como for, não o considero aplicável às obras citadas de Abramovic, Nuno ou Hirst: nelas, as ideias são elaboradas por meio do sensível e são inseparáveis dele, irredutíveis ao “conceito”.
No meu entender, a questão que se deve endereçar à arte contemporânea não é a recusa de sua linguagem, mas os resultados artísticos que essa linguagem produz. E isso deve ser feito caso a caso. O maior risco da arte contemporânea é cair numa espécie de heteronomia pura. A expressão soa paradoxal, mas com ela quero me referir às obras que apenas reproduzem o já existente, coincidindo perfeitamente com o mundo. Mas nesses casos o problema não é uma falta de linguagem, e sim uma falta de obra.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/a-linguagem-das-coisas-7619226#ixzz2LaZL6djK 
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Domingo no Solar do Rosário lançamento do livro Outro voo de Rogério Dias



Outro voo de Rogério Dias



Imagem / Convite
O artista plástico Rogério Dias, paranaense de Jacarezinho, lança, no domingo dia 24, na Galeria de Arte Solar do Rosário, um álbum que traz momentos marcantes de sua vida profissional. Juntamente com o livro haverá uma exposição com mais de 30 obras, muitas inéditas. O livro é ilustrado com suas obras, fotografadas por Nego Miranda, e contado em texto da jornalista Adélia Maria Lopes, que deu ao livro o título de “Ave, Rogério”. A edição e organização é do próprio Rogério Dias e de Selma Albano, com projeto e produção gráfica de Guilherme Zamoner, em versão português/inglês. Elaborado por Mônica Drummond, da Cultural Office, o álbum contou com incentivo da Caixa Econômica Federal para sua concretização, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. O título de livro, explica Adélia Lopes, deve-se ao fato de Rogério Dias ter uma história artística com os pássaros e porque ele deve mesmo ser saudado com a reverência à altura de seu talento. “O cartunista Solda e a crítica Adalice Araújo também fizeram essa mesma saudação ao artista”, observa a jornalista. Em tons biográficos, Ave, Rogério não faz uma abordagem acadêmica ou crítica. Nele se sabe, por exemplo, que os sobrenomes de Rogério, Dias e Moura, remontam a uma linhagem nobre, fundadora de Portugal. Nascido em 19 de junho de 1945, Rogério começou nas artes através do irmão, discípulo de Eugênio Sigaud, em Jacarezinho. Em Curitiba, onde mora desde 1965, se fez ator, cartunista, cenógrafo, desenhista, design gráfico, escultor, gravador, ilustrador, pintor, publicitário e vitrinista, seguindo a ordem alfabética do livro. No Salão Paranaense, em 1981, conquista o primeiro lugar com uma tela que traz os coloridos pássaros, que remetem ao viveiro de sua infância. A propósito, observa Rogério Dias: “Não é a pintura que contém os passarinhos. São os passarinhos que contêm a pintura”. Ao fim, o livro reserva palavras de jornalistas, críticos e outros artistas sobre Rogério. Serviço: Lançamento de livro de Rogério Dias com exposição das obras Dia 24/02/2013 às 11h – A exposição permanecerá até o dia 24 de março
Local: Galeria de Arte Solar do Rosário (Rua Duque de Caxias, 4- Largo da Ordem). (41) 3225-6232. www.solardorosario.com.br Entrada Gratuita Venda do livro R$ 50,00

“Cartas para Quintana”, produzida pela artista plástica Kezia Talisin, no Café e Restaurante Quintana / Curitiba



Arte em pequenos detalhes




Foto / Divulgação

São muitos os significados das cores. O vermelho traduz paixão, amor, sentimento. Tons de verde trazem esperança, vigor, juventude, segurança e calma. O amarelo atrai o calor, a descontração e a prosperidade. O laranja traduz espontaneidade e o movimento. Já os tons de azul simbolizam lealdade, fidelidade e sutileza. Estas cores básicas, aliadas à arte da poesia, são um dos pontos principais da mostra “Cartas para Quintana”, produzida pela artista plástica Kezia Talisin, em cartaz no Quintana Café em Restaurante. O vernissage acontece no dia 21 de fevereiro, quinta-feira, em evento especial aberto ao público em geral no espaço gastronômico do Quintana Café e Restaurante, que abre neste dia entre às 19 e 23 horas. A ocasião traduz o sentimento e a paixão da artista vista em suas telas no cardápio do local, produzido especialmente para a ocasião.
O motivo de exemplificar o que significa cada cor no início deste texto é simples. As telas de Kezia são coloridas, espontâneas e atraentes. Trazem vida a um espaço com paredes brancas e decoração intimista, que se torna ainda mais rico em cultura com o apoio das obras. Seu referencial artístico em arabescos está presente em cada uma das telas, uma riqueza de curvas e formatos que traduzem a ideia do infinito. As telas, que seguem a série já desenvolvida pela artista intitulada Ornatos Pop, foram produzidas especialmente para o espaço. Ao desenhar, Kezia esquece o mundo, e se dedica apenas à arte a sua frente.
A riqueza de cores e frases de Mario Quintana, inspirador das telas ali exibidas, aumenta ainda mais com a utilização de elementos dos mais distintos. Jornais e tecidos permeiam as telas ao redor da tinta, o que amplia ainda mais o seu modo de se expressar. Materiais desperdiçados ganham vida por meio da arte. Trata-se de uma obra que já se inicia a partir de um referencial, e se mescla à obra de outros artistas e da vida cotidiana.
Ao se inspirar em Mario Quintana, Kezia exibe com exatidão uma singela frase do poeta inspirador do espaço gastronômico. “A arte de viver é simplesmente a arte de conviver”, já dizia o escritor. É por isso que, além das ricas paredes, o vernissage leva ainda esta inspiração ao cardápio. A chef Gabriela Vilar de Carvalho definiu um menu especial para a ocasião, que traz à mesa as mais diversas inspirações da vida da própria artista. Uma rica experiência que transcende a arte plástica, escrita e gastronômica.
Serviço: O vernissage acontece no dia 21 de fevereiro, quinta-feira, em evento especial aberto ao público em geral no Quintana Café e Restaurante, que abre neste dia entre às 19 e 23 horas.O Quintana fica na Avenida Batel, 1440; O telefone para contato é 3078-6044.

Exposição “Fauna, Flora, Foz do Iguaçu


Exposição temática reúne obras coloridas e alegres

Divulgação
Obra de Katia Velo
A exposição “Fauna, Flora, Foz do Iguaçu – acontece no Hotel Mabu Foz e reúne 45 artistas, incluindo a proprietária da Rede Mabu Hotéis & Resorts, Jacyra Abujamra, e a conselheira de administração do Grupo Mabu,Denise Abujamra, além de outros artistas que frequentam o ateliê de Edilson Viriato, curador da exposição. A abertura da exposição aconteceu no dia 18 de novembro e vai até o final de fevereiro. Viriato idealizou a exposição para que os visitantes locais e hóspedes de vários lugares do mundo pudessem ver as belezas de Foz do Iguaçu, como as Cataratas, o Parque das Aves, as bromélias e orquídeas, entre outras belezas naturais da região pelo lado artístico. Todos os artistas convidados realizaram especialmente para a exposição, duas obras medindo 1,20 m x 0,50 cm. Resultado: uma exposição colorida, alegre e muito bonita. Sobre a exposição coletiva, Katia Velo que tem participado de várias exposições promovidas pela Rede de Hotéis Mabu e o artista plástico, orientador e curador Edilson Viriato, destacou “Além de ter a possibilidade de visitar um lugar maravilhoso, com artistas talentosos, a rede Mabu sempre me dá a maior sorte! Da outra vez, vendi duas obras para um hóspede chileno e agora também vendo as duas! E, na minha exposição individual no Mabu em Curitiba em 2009 vendi 04 obras. Embora, no momento da execução da obra, meu principal objetivo não seja a venda, imaginá-las decorando e alegrando outros lugares, me encanta.”