segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ney Souza - O Senhor do Tempo ......

Ney Souza Carnavalesco e um dos ícones maiores da moda brasileira ganha biografia digital na lente do premiado cineasta Estevan Silvera. 

A estréia nacional acontece dia 27 de setembro às 20 hs na Cinemateca de Curitiba. Entrada Franca.

Uma das figuras que me inspirou, cada desfile era uma fantasia mais deslumbrante que a outra, merecida homenagem contando um pouco de sua trajetória.





Um pouco mais sobre Ney Souza: Carnavalesco de nascença. Veio ao mundo pronto para vestir um esplendor de plumas, tendo como seus acólitos Clóvis Bornay, Mauro Rosas e Evandro de Castro Lima, trio com o qual rivalizou por décadas nos salões do Hotel Glória e do Sírio Libanês. Sorry, quem não viu não viveu.

Pois é, os bailes cariocas de fantasia – a que assistíamos numa heroica tevê em preto e branco – sempre traziam Ney entre os destaques, para orgulho geral da nação curitibana. Na Quarta-Feira de Cinzas, palavra de ordem era correr às bancas para comprar a edição de carnaval da revista Manchete. Não raro, nosso embaixador estava lá, montado em 50 quilos de veludos, paetês e armações parafusadas que lhe custavam os olhos da cara. Tinha de se acabar na máquina de costura, o ano inteiro, para atender a alta sociedade. Era dali que tirava o sustento para pagar produções que nunca saíam por menos de R$ 60 mil em dinheiro de hoje.
Faço as contas junto com ele e insisto saber sobre como tudo começou. Ele ri das hipóteses. Talvez Ney tenha virado carnavalesco pelo acaso de ter nascido em Prudentópolis, onde, quando guri, rezava diante dos ícones ucranianos cheios de ouro e prata. Talvez porque seu pai – um promotor de Justiça – desenhava bichinhos com faca, numa abóbora cozida, e lhe desse de presente. Viria dali sua verve criativa. Talvez inspirado nas vestes litúrgicas do seu irmão, o padre Alfeu da Catedral. Talvez por influência das antigas modistas que visitava com as irmãs quando efebo. Não resistia roçar a mão nos tecidos finos e se deliciar com o barulho dos tafetás. Deu no que deu.

O fato é: no início dos anos 1960, Ney convenceu a família, sabe-se lá como, de que queria ser estilista e ganhou o direito de estudar em Buenos Aires. “Foi minha libertação”, avisa. Não fez por menos. Integrou-se à equipe de costureiros do Teatro Colón, produzindo roupas para óperas e balés. A essa altura, o guri comprido de 1,90 m já não escondia sua quedinha pelo carnaval, mesmo nunca tendo visto um que merecesse esse nome.




Certa feita, pintou e bordou a fantasia “Os deuses do arco-íris”, para um desfile pioneiro no Clube Concórdia. Os organizadores achavam que ninguém ia aparecer. Erraram. Não só tinha público como Ney faturou o primeiro de seus muitos prêmios. É seu momento ternura. Foi em 1963, há 50 anos, o que faz de 2013 o ano das bodas de ouro da maior personalidade do carnaval no Paraná. “É a minha melhor lembrança”, admite o homem que correu mundo trajando brocados e que até integrou um show de Sargentelli e suas mulatas.
Nem é preciso dizer que, depois do Concórdia, ninguém mais o segurou. Em dias de folia, os sobrinhos o levavam em disparada para o Rio, carregando a bordo joias como a fantasia “Tenshi no Shinto – o filho do céu a caminho dos deuses”. A linda “Gralha-Azul”. Ou a premiadíssima “Exaltação barroca”, apresentada com toque de sinos e música de Vivaldi. Queixos caíram.

Até Evandro de Castro Lima, seu melhor amigo (e também maior concorrente), se rendeu. Os dois não tinham segredos. Frequentavam-se. Vestiam-se no mesmo camarim, mas nunca contavam um ao outro o que iam mostrar naqueles fevereiros. Com a morte de Evandro, em 1985, Ney entendeu que a festa tinha acabado e passou a rarear suas participações. Silêncio.
Hoje, limita-se a ser destaque na Escola de Samba Mocidade Azul. No mais, pode-se vê-lo vez ou outra andando na Rua XV, altivo como um puro sangue; cometendo um pecadilho na Confeitaria das Famílias; ou fazendo exercício no “estica velho”, como chama a academia ao ar livre do Passeio Público.
Não passa batido. Há quem o ache a cara do Cauby Peixoto. E quem o reconheça e pergunte “ué, voltou para Curitiba?” Acha graça. Tirando a temporada passada na Argentina, nunca deixou a cidade, mais precisamente a Praça Santos Andrade. É seu palco no teto do mundo. De sua sacada vê o Teatro Guaíra e lembra dos figurinos que fez. Sonha criar o museu da moda na cidade. 

domingo, 18 de setembro de 2016

"MEMÓRIAS AFETIVAS" no Museu Paranaense

Museu Paranaense - 140 anos



Repercutindo a exposição "MEMÓRIAS AFETIVAS" no Museu Paranaense, que comemora a efeméride e inaugura na sexta-feira, 23/09 às 17h. 

A mostra retrata temas acolhidos pela Instituição, como civilização, colonização, a cultura do mate, indústrias, religiosidade, presença africana, aprisionamento, usos e costumes, entre outros, elaborados na diversidade e linguagem artística de cada artista participante, sendo um convite ao resgate de valores. 

Participam da exposição: Ari Vicentini Arlene Senegaglia, Carla Schwab, Eloir Jr.,Felipe SekulaJanete FernandesKatia VeloKezia TalisinMarcio Prodocimo Pop ArtOswaldo Fontoura DiasSuzana LoboSuzete CidralTânia Leall e Waltraud Sekula.



 ESPÍRITO SANTO PARANAENSE-ELOIR JR.





MENINA-MOÇA-TÂNIA-LEAL



“MEMÓRIAS AFETIVAS”
Exposição de Artes Visuais em comemoração aos 140 anos do Museu Paranaense
Local: Museu Paranaense | Auditório Loureiro Fernandes

Abertura: dia 23/09 às 17h
Visitação: De 23/09 a 13/11/2016

Endereço: Rua Kellers, 289 – Alto São Francisco, Curitiba – PR, 80410-100

Horário de funcionamento: de terça a sexta, das 9h às 18h. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 16h.
Mais informações: (41) 3304-3300
www.museuparanaense.pr.gov.br

sábado, 10 de setembro de 2016

João Bello .... Estar no lugar certo e na hora certo

Por acaso fui visitar hoje pela segunda vez a Feira do Livro de Ponta Grossa, nem estava nos meus planos, mas como tinha um tempo livre e moro uma quadra do local do evento, claro fui dar uma espiadinha e que felicidade, como sempre digo: Estava no lugar certo e na hora certa. Ao passar por um dos corredores vi aquela figura divertida chamando a atenção das crianças e convidando para assistirem a sua apresentação que logo iria acontecer.



Quando cruzamos o olhar, a energia das Fadas, Duendes, Gnomos e outras criaturas que nos iluminam, dirigem e habitam o nosso Mundo de Sonhos, criaram uma fusão que virou uma festa durante aquele longo abraço celebrando o encontro de Amigos que vivem a Cultura no seu dia a dia, João Bello "O Semeador de Sonhos" estava aqui, a Cidade preparou o terreno e JOão Bello veio deixar algumas sementes...



É claro que fiquei para ver sua apresentação, como sempre foi um presente e adultos e crianças cantaram e interagiram durante as músicas, poesias e histórias na maior alegria.
Que bom encontrar Artistas que admiramos e trazem tanta alegria para este Mundo.
Viva João Bello "O Semeador de Sonhos".

Conheça mais sobre este Artista:



























https://www.facebook.com/Jo%C3%A3o-Bello-O-Semeador-de-Sonhos-156567777834499/?hc_ref=PAGES_TIMELINE&fref=nf


terça-feira, 6 de setembro de 2016

FAZEMOS ARTE EM QUALQUER IDADE...

A Arte e o Esporte atrai crianças e adultos é difícil quem não goste de pegar pincéis e tinta e sair pintando o "sete" como se diz por aí. Meus projetos nunca foram pensados para criar Novos Artistas 
e sim para estimular as crianças e adultos a gostar de Arte, entender um pouquinho de sua história, seus estilos e assim, caso tenham interesse poderão aperfeiçoar sua técnica nos trabalhos e continuar treinando para melhorar sempre e os que deixarem de lado a pintura pelo menos vão respeitar e quem sabe até consumir obras de Arte no futuro.


Este projeto ia acontecer em outro lugar mas devido ao espaço e outros problemas tive que cancelar, como não gosto de deixar nada pendente e todo ano pelo menos um projeto Eu faço em alguma entidade ou colégio e acabou dando certo de fazer no Asilo São Vicente de Paula e qual minha surpresa quando tudo deu certo rapidamente. 



Os "alunos" são maravilhosos, super comportados e dedicados, as salas grandes, tudo acabou se encaixando para mais este trabalho que me enche de alegria.
As pinturas são feitas em canvas, tecido próprio para telas, preparados com produtos para evitar mofo e bactérias, a tinta é a base d'água mas de ótima qualidade, depois de pronto ainda passo um complemento acrílico e esticamos o tecido no chassi de madeira para a exposição final com obras de todos. As aulas são para aprender a segurar o pincel, espalhar a tinta, preencher a tela inteira, depois de fazer um fundo colorido fazemos um desenho que é pintado novamente e depois alguns enfeites e arabescos para valorizar o trabalho.


As aulas são gratificantes, fico contente ao ver a concentração deles e dedicação tentando cada um caprichar mais mesmo com algumas dificuldades devido a idade, além disto serve de fisioterapia pois movimentam os braços, mãos e dedos, ajuda na coordenação, segurar o pincel, por na vasilha de tinta, voltar até a tela e começar a pintar sempre com muito cuidado.
No final faremos uma grande exposição com todas as obras onde Eles serão os "Grandes Artistas".






 







 CONTATO: 
CREArte Centro de Referência e Ensino de Arte
www.artepg.com
cprubocz@gmail.com
(42) 9962 5952