terça-feira, 26 de agosto de 2014

arte transforma as pessoas ....

ARTe faz as melhores pessoas e transforma as crianças em melhores alunos, CONFIRMA ESTUDo,
Um estudo publicado como a abordagem da arte tem impacto nos estudantes.
artskids
Alguns concordam que a arte é uma parte importante da educação básica. Porque a tendência em planos de educação em vários países inclinando-se para as ciências e linguagem, os cientistas sociais da Universidade de Arkansas fez um experimento para testar os benefícios do ensino da arte nas escolas. 
Em um estudo publicado em Educação avançada e pesquisa da educação, foi dito que os estudantes expostos a instituições culturais, como museus e centros de artes cênicas, não só têm altos níveis de compromisso com as artes, mas esta abordagem gera mais tolerância, empatia histórica, melhor memória educativa e pensamento crítico. 
"As mudanças foram significativas", disse Jay P. Greene, professor de reforma da educação e pesquisador do estudo. Em particular as turnês em museus tem uma boa impressão definitiva sobre os alunos. De acordo com Greene, os estudantes de turismo lembram melhor o que haviam aprendido "mesmo sem um motivo externo para fazê-lo, como uma licenciatura ou exame. 
Quando o Museu Crystal Bridges of American Art inaugurado em Betonville, Arkansas, há dois anos, OFERECEU visitas a 11 MIL ALUNOS em museus . Cada grupo de visitantes (escolhido por sorteio) via cinco pinturas em uma hora. Os passeios foram especialmente destinado a estudantes, isso significa que os curadores não foram dar palestras, mas deram o mínimo de informação sobre cada pintura e passou a maior parte do tempo junto para facilitar a discussão. 
Três semanas mais tarde, os alunos responderam a um questionário sobre a sua experiência no museu. Além de se lembrar de informações sobre as pinturas que eles viram, eles foram convidados a responder a perguntas sobre a tolerância para com os outros e empatia. Finalmente, eles foram convidados a escrever um pequeno ensaio sobre uma nova pintura: A Caixa de Bo Bartlet, que não foi exposta no museu. Os alunos que ganharam na loteria, mas não estavam em passeios do grupo eram o grupo controle. Os alunos também tiveram de escrever sobre a ligação entre empatia e tolerância Caixa que funciona. Vários juízes analisaram ensaios. 

Equipe Greene foi surpreendido por acadêmicos que transformaram a informação e quanto os alunos aprenderam, como eles foram capazes de lembrar que a pintura se refere aos preços de apoio durante a Grande Depressão de 1929 e outra pintura foi abolicionistas de referência que boicotaram a compra de açúcar. 

"Esses detalhes históricos não foram incluídas na introdução do curador", explica Verde. Isso significa que, com base no formato discussão incentivou os alunos a fazer perguntas importantes sobre as pinturas. Mas algo sobre a experiência do museu alunos também permitiu recordar informações pintando um mês depois. Isso é notável, considerando que os meninos rapidamente esquecem o que aprenderam para os exames. 

Quando perguntado aos alunos analisar uma pintura não é conhecido "houve um grande aumento na forma como observadores eram estudantes se eles foram para o museu de arte. Eles eram muito melhores em perceber detalhes novo pintar aqueles que não foram. "Os alunos também foram capazes de sentir empatia com as pessoas e os casos referidos de uma forma que o grupo controle não podia. 

"Antes do estudo, muitas pessoas nos disseram que os caras ficaria fora apenas d ELAS janelas.", Disse Greene, "Bem, não, eles não fizeram. Eles ouviram e informações absorvidas. "Em parte, isso é devido ao formato de experiência que não está lecionando. Mas suspeito verde que a razão também está ligada a remover os alunos de seu ambiente escolar habitual e colocá-los em uma cultura. "

"Você pode dar aos alunos uma reprodução de alta qualidade de uma pintura, mas não é o mesmo", diz Greene "é como assistir a um televangelista, em vez de ir à igreja. Ambas as igrejas e museus que investem em arquitetura. O ato de ir coloca as mentes das pessoas em outra experiência receptivo. "


artskids   

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

As 17 escadarias mais belas do mundo

Porque degraus não foram feitos só para pisar

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17 escadas (Foto: reprodução)
Um dos pontos turísticos contemporâneos que vem crescendo no Rio de Janeiro é a escadaria da Rua Joaquim Silva, na Lapa. Obra do artista chileno Jorge Selarón, a escada, que ganhou o nome do seu criador, foi enfeitada usando ladrilhos e azulejos de admiradores de todo o mundo.

Ter a arte em degraus não é privilégio brasileiro. No mundo, muitos artistas encontram nessas passagens íngremes o espaço para soltar a imaginação.

Veja abaixo as 17 escadarias mais bonitas do mundo e, se puder, eleja sua favorita:
17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

17 escadas (Foto: reprodução)

Bienal de Arte de SP chega à 21ª edição

Lasar Segall é destaque no clube A Hebraica

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20/08/2014 | POR REDAÇÃO; FOTOS DIVULGAÇÃO

Salão de Arte Hebraica (Foto: Divulgação)
Começa hoje (20/8) em São Paulo, com abertura beneficente no clube A Hebraica, o Salão de Arte. A tradicional feira, organizada por Vera Chaccur Chadad, reúne cerca de 60 expositores – entre antiquários, designers de jóias, galerias de arte e artistas plásticos independentes.
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Em sua 21ª edição, o destaque vai para a mostra Lasar Segall Carnavalesco, dedicada ao pintor expressionista lituano naturalizado brasileiro. Ali, se destacam os painéis de grandes dimensões O Circo eJardim Zoológico, criados pelo artista para decorar os bailes de Carnaval da Sociedade Pró-Arte Moderna (Spam), no início dos anos 1930. Quem visitar a exposição também poderá apreciar 61 desenhos com temas relacionados aos painéis. O evento é o primeiro passo de um projeto de captação de recursos, já aprovado pela Lei Rouanet, e que tem o objetivo de restaurar as duas obras do artista.
21º Salão de Arte do clube A Hebraica, 2014 (Foto: Divulgação)
Este é o segundo ano consecutivo em que o Salão aposta no grafite e na arte urbana. Thiago Mundano, curador da galeria Parede Viva, de São Paulo, mostra trabalhos ao lado de cinco outros artistas grafiteiros: Apolo Torres, Erica Maradona, Leiga, Subtu e William Mophos. Para os mais tradicionais, figuram pelos corredores da feira nomes estrelados como Victor Vasarely, Carlos Cruz-Diez, Julio Le Parc, Dario Perez-Flores, Alfredo Volpi, Iberê Camargo, Aldemir Martins e Claudio Tozzi.
A Graphos Galeria, do Rio de Janeiro, expõe pela primeira vez obras de seus artistas em São Paulo. Entre eles, Rafael Uzai, com a obra Felicidade, produzida para o projeto Deu na Telha, com curadoria de Ricardo Duarte. Em março deste ano, a obra estampou, junto com a de outros artistas, lonas que cobriram os telhados de casas do Morro do Alemão, no Rio. O trabalho podia ser visto por quem passeava de teleférico pelo local.

Entre os expositores são destaque: Galeria de Arte André, Galeria SUR, Papel Assinado, Pinakotheke, Proarte Galeria, Began Antiguidades, Espaço Arte M. Mizrahi, Espaço Bia Dória, Dominique Edouard Baechler e Ed Bagatin, entre outros.
A abertura do Salão acontece a partir das 17 horas para convidados, e tem ingressos no valor de R$ 200, em prol da organização Amigos Einstein da Oncologia e Hematologia, dedicada a prevenir o câncer e doenças do sangue. O salão segue aberto ao público entre os dias 21 e 24 de agosto, com ingressos a R$ 40, à venda no próprio clube.

Salão de Arte 2014 – 21ª  edição
Local: Salão Marc Chagall do clube A Hebraica
Endereço: rua Dr. Alberto Cardoso de Mello Neto, 115, São Paulo, SP
Data: até 24 de agosto
Horário: quinta e sexta das 15h às 22h, sábado das 13h às 21h; domingo das 13h às 20h
Valor do ingresso: R$ 40
21º Salão de Arte do clube A Hebraica, 2014 (Foto: Divulgação)

21º Salão de Arte do clube A Hebraica, 2014 (Foto: Divulgação)

21º Salão de Arte do clube A Hebraica, 2014 (Foto: Divulgação)

21º Salão de Arte do clube A Hebraica, 2014 (Foto: Divulgação)

21º Salão de Arte do clube A Hebraica, 2014 (Foto: Divulgação)

21º Salão de Arte do clube A Hebraica, 2014 (Foto: Divulgação)

21º Salão de Arte do clube A Hebraica, 2014 (Foto: Divulgação)

21º Salão de Arte do clube A Hebraica, 2014 (Foto: Divulgação)

21º Salão de Arte do clube A Hebraica, 2014 (Foto: Divulgação)

Bienal de Veneza olha para o passado

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Exposição investiga cerne da arquitetura

03/08/2014 | POR GUILHERME AMOROZO, DE VENEZA

Bienal de Arquitetura Veneza de 2014 tem curadoria de Rem Koolhaas (Foto: Alessandra Chemollo / Divulgação)
“Sem a varanda dos meus pais, eu não estaria aqui. Eles moravam no quinto andar de um prédio de habitação social. Nascido nos últimos meses da [2ª] Guerra, num inverno frio, embora ensolarado, quando tudo o que podia queimar já tinha sido queimado, fui exposto ao sol em todos os momentos possíveis, para absorver o calor.”
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A reminiscência, inesperadamente pessoal, abre um texto entregue aos visitantes da 14ª Bienal de Arquitetura de Veneza, inaugurada no início de junho. Seu autor é o diretor e curador da mostra, Rem Koolhaas. Desse ponto de partida até o final das mais de uma centena de salas expositivas que se distribuem entre o complexo do Arsenale e os pavilhões dos Giardini da cidade italiana, o Pritzker holandês e titular do escritório OMA embarca num tour de force em que tenta convencer seus espectadores sobre quem são os verdadeiros protagonistas daquilo que entendemos por arquitetura. Uma dica: não são os arquitetos.
Bienal de Arquitetura Veneza de 2014 tem curadoria de Rem Koolhaas (Foto: Gilbert McCarragher / Divulgação)
A resposta está naquela varanda da casa onde ele veio ao mundo. E nos outros 14 itens que o curador define serem a essência “de qualquer edifício, em qualquer época”: o piso, a parede, o teto, o telhado, a porta, a janela, a fachada, a escada, o elevador, a escada rolante, a rampa, o corredor, o banheiro, a lareira. Elementos da Arquitetura, a exposição central desta bienal, dedica uma sala para cada um desses temas, destrinchando a história, o significado e as revoluções provocadas por cada um deles na vida humana na Terra.

A sensação é a de caminhar por dentro das páginas de um livro cujas ilustrações pularam para fora do papel e se materializaram diante do leitor. Fragmentos de paredes de diferentes épocas, reproduções de telhados asiáticos milenares e até uma histórica coleção de janelas abordam com profundidade o assunto de cada capítulo, criando a ideia de que a arquitetura, hoje, consiste, acima de tudo, em combinações e colagens desses diversos elementos. E é a partir deles – coisas reais, palpáveis ecompreensíveis por todos – que devemos discutir o que queremos dessa área daqui para frente.

“Eu quis fazer uma bienal que não falasse do estado atual da arquitetura nem enfatizasse o que os arquitetos estão fazendo agora”, declarou Koolhaas aos jornalistas presentes à abertura do evento. Negar a produção contemporânea e olhar para o passado também foi um pedido feito aos 65 países participantes da mostra em seus pavilhões individuais. Sob o título Absorvendo a Modernidade 1914-2014, cada nação mostrou de que forma atravessou a “modernização forçada” do último século, segundo o holandês.

Infelizmente,muitos dos países responderam ao briefing com exposições historiográficas sobre seus experimentos modernistas nestes cem anos, à maneira de verbetes de enciclopédia. Foi o que fez, por exemplo, o Brasil, ainda que, no nosso caso, fosse difícil inventar algo diferente, uma vez que, pelo menos na arquitetura, o país escolheu ser moderno, algo que não ocorreu em outras áreas e instituições – e que merece, sim, ser valorizado.
Bienal de Arquitetura Veneza de 2014 tem curadoria de Rem Koolhaas (Foto: Cortesia Le Stanze del Vetro)
No geral, os espaços nacionais serviram para reforçar a tese de Koolhaas, da arquitetura acima dos arquitetos. “Uma das conclusões irônicas é que, a julgar pelos 65 pavilhões, nenhum grande arquiteto teve papel importante no século passado. Não há sequer um que fale do Mies [van der Rohe], do Le Corbusier ou de ninguém mais”, afirma ele. 

O discurso é compreensível. Com as duas exibições e mais uma terceira, chamadaMonditalia, que investiga as particularidades da cultura italiana como um todo, Koolhaas tenta inserir sua atividade num contexto maior, político, econômico e social, tirando a profissão de um certo isolamento em que muitas vezes ela se vê metida.

Embora atinja o objetivo, quem vai a Veneza sai com a impressão de que as questões técnicas, muito mais do que as ideias de qualquer profissional, determinam os rumos daarquitetura. Se parece faltar inspiração, mitologia e poesia à bienal de Koolhaas, é porque, para ele, foi essa busca pelo que é “apenas” poético que levou os arquitetos a perderem relevância no plano geral das coisas. Pode ser.

Menos mal que, para aqueles que ainda se importam com o belo, essa bienal viu um bom número de instalações e exposições de arte paralelas espalhadas pela cidade. Destaque para
as colunas douradas de Heinz Mack e para a casa de chá envidraçada de Hiroshi Sugimoto, ambas na Ilha de San Giorgio Maggiore, bancadas pela Fundação Giorgio Cini. E houve ainda Veneza em si, esse lugar que insiste em lembrar a todos que um pouco de estética não faz mal a ninguém. Até 23 de novembro; www.labiennale.org.

Matéria publicada em Casa Vogue #347 (assinantes têm acesso à edição digital da revista)
Bienal de Arquitetura Veneza de 2014 tem curadoria de Rem Koolhaas (Foto: Divulgação)

Bienal de Arquitetura Veneza de 2014 tem curadoria de Rem Koolhaas (Foto: Paul Clemence)

Bienal de Arquitetura Veneza de 2014 tem curadoria de Rem Koolhaas (Foto: Andrea Avezzu / Divulgação)

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Bienal de Arquitetura Veneza de 2014 tem curadoria de Rem Koolhaas (Foto: Gilbert McCarragher / Divulgação)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Artista cria pinturas 3D realistas

O artista cingapurense Keng Lye cria obras hiper-realistas impressionantes com peixes e outras criaturas aquáticas em diversos recipientes.
O método utilizado por Lye consiste em derramar camadas de resina sintética e pintar sobre elas com tintas coloridas. A partir disso, ele produz figuras 3D realistas, que aparentam ser uma tigela com um animal dentro. A ilusão tridimensional é intensificada ainda pelos detalhes salientes dos desenhos.
Arte fascinante de Keng Lye recebeu muita atenção da mídia recentemente, depois que fotos de seus trabalhos se tornaram virais, e ele passou a receber várias encomendas de peças de sua série "Alive Without Breath". O artista disse que o problema com este tipo de arte é que ela exige muito tempo para ser concluída e que, portanto, não pode ser muito barata.
Pinturas tridimensionais em resina parecem incrivelmente realistas 08
Pinturas tridimensionais em resina parecem incrivelmente realistas 11

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Expo em Paris procura explorar todos os usos da tatuagem ao longo dos tempos.


Arte milenar, a tatuagem ganha mostra em Paris no Museu Quai Branly.

 Com 300 obras, exposição em cartaz na capital francesa até 2015 traça panorama sobre a prática

POR compartilhado: http://oglobo.globo.com
Paris - De Ötzi, a múmia de 5.300 anos a.C., à atriz Angelina Jolie, a tatuagem impôs sua presença em variadas formas e por diferentes razões. Entre a prática ancestral — de funções terapêuticas, sagradas ou religiosas — e o consumo e a arte contemporâneos, a tatuagem sobreviveu aos milênios e aos costumes, da marca identitária à marginalização, subversiva ou comercial. Em Paris, a tatuagem moderna encontrou também sua consagração no museu. “Tatuadores e tatuados”, exposição em cartaz no Museu do Quai Branly até outubro de 2015, procura explorar por meio de 300 obras os usos da tatuagem ao longo do tempo, desde o figurino egípcio antes de Cristo. Mas se pretende inédita ao abordar as variantes estéticas, artísticas e multiculturais mais recentes da tatuagem.

Projeto de tatuagem sobre tela (Suíça, 2013), de Sabine Gaffron Foto: Divulgação/Museu do Quai Branly/Claude Germain / Agência O Globo

A dupla francesa Anne & Julien, fundadora da revista “Hey! Modern Art & Pop Culture” e curadora da exposição, defende a tatuagem como uma arte em sua totalidade.
— Essa exposição é uma première mundial, porque eu e Julien quisemos dar um foco particular e exclusivo sobre a arte moderna e contemporânea. Nesta parte, situamos desde o começo do século XIX até os dias de hoje, algo que ainda não havia sido feito. É um período menos observado e mais nebuloso da tatuagem no mundo em relação a outras épocas bem pesquisadas do ponto de vista etnológico e antropológico — diz Anne, que critica a falta de curiosidade acadêmica pela tatuagem contemporânea.

Mulheres com tatuagens e vestidos, de autor anônimo
Foto: Divulgação/CORBIS pour Bettmann

A mostra apresenta obras, objetos e filmes considerando arcos históricos, geográficos e culturais, representados por América do Norte, Europa, Ásia e Oceania. Há a tatuagem ultrassofisticada dos maoris, da Nova Zelândia, e dos nativos das ilhas Marquesas, na Polinésia Francesa, mas também de marinheiros e de membros do crime organizado. Interditada pela Bíblia e malquista pelo governo da China, a prática também teve adeptos no poder como os monarcas britânicos Eduardo VII e George V ou os líderes Winston Churchill e Josef Stalin. Para a exposição, 13 réplicas de partes do corpo foram trabalhadas por tatuadores renomados, como o francês Tin-tin, o suíço Filip Leu, o japonês Horiyoshi III, o americano Jack Rudy, o inglês Xed LeHead e o polinésio Chimé.

Tatuagem tradicional japonesa
Foto: Divulgação/Tattoinjapan.com/Martin Hladik / Agência O Globo

Segundo uma pesquisa de opinião do instituto Ifop, um em cada dez franceses é tatuado, sendo 20% entre indivíduos de 25 a 34 anos. Nos Estados Unidos, um quarto da população ostenta alguma tatuagem, segundo sondagem do Instituto Harris, num aumento verificado principalmente a partir dos anos 1990, fenômeno impulsionado pela emergência de novas tecnologias. Para Anne & Julien, por muito tempo tatuadores e tatuados ocidentais não tinham a preocupação com o “belo”, mas consideravam a prática um ato bruto, relacionado à ousadia. A partir do fim do século XIX, assinalam, alguns tatuadores se qualificaram como tattoo artists para definir a dimensão de seu trabalho. É quando a tatuagem deixa o domínio exclusivamente artesanal para “questionar o tema e sua interpretação”.

Imagem de série feita pelo fotógrafo Jake Verzosa para registrar as últimas mulheres tatuadas segundo a tradição kalinga (Filipinas, 2011)
Foto: Divulgação/Jake Verzosa/Coleção do Artista / Agência O Globo

Contra a “industrialização” e a “hipermidiatização” da tatuagem nos dias de hoje, em que a noção de arte se dilui na reprodução de modelos, Anne defende a ideia de “arte popular”. A história da tatuagem será transmitida pelos tatuadores e não pelos tatuados, ressalta.
— O fato de o material ser cada vez mais barato e acessível, inclusive via internet, e de haver cada vez mais clientes atraiu toda uma categoria de pessoas que improvisam, e se perde de vista a essência da tatuagem. É paradoxal, pois houve uma abertura, mas não se soube aproveitá-la, vieram pessoas sem vocação. Mas não estou preocupada, saberemos resistir. Não é a primeira vez que isso ocorre, foi a mesma coisa quando apareceu o aparelho elétrico de tatuagem. Temos todas as condições de continuar evoluindo de forma serena de um ponto de vista artístico — sustenta.


“ESTADO DE ESPÍRITO”
O tatuador Tin-tin definiu o processo como o “princípio dos vasos comunicantes”: a tatuagem se tornou reconhecida porque era subversiva, e agora que é reconhecida se tornou menos subversiva. Ötzi, a múmia do gelo, tinha 57 tatuagens, mas, em 2014, apesar da proclamada abertura das últimas décadas, Anne diz que “o preconceito ainda é muito forte”. Na sua opinião, ter tatuagem ainda pode influir negativamente para se obter um emprego, e a própria expansão da prática provoca confusões em potenciais tatuados:
— Há dois dias, um amigo, acostumado com tatuagens, mas que nunca havia feito uma, decidiu passar ao ato e se fez tatuar metade do braço. Mas algo ocorreu: ele não consegue mais olhar para o seu braço, o mantém todo o tempo coberto. A tatuagem transforma o corpo, muda a maneira como você se vê e também o olhar dos outros. Vivemos uma época particular, com toda a visibilidade, a midiatização, celebridades e esportistas tatuados, mas o impacto de uma grande tatuagem sempre é forte.

Projeto de tatuagem sobre tela,de Luke Atkinson (Alemanha, 2013) Foto: Divulgação/Museu do Quai Branly/Claude Germain / Agência O Globo

Anne & Julien levaram dois anos para elaborar o projeto de sua exposição para o Quai Branly, com o objetivo de render uma homenagem aos pioneiros e aos “heróis esquecidos” da tatuagem, mas também de saudar um “estado de espírito” que perdura apesar de sua progressiva difusão. Os dois curadores ficaram satisfeitos com o resultado obtido.
— O norte-americano Ed Hardy, personagem incontornável da tatuagem contemporânea, veio a Paris para ver o que fizemos e disse que esperava há 40 anos por uma exposição como essa. Achou magnífico. Ele foi um dos que mudaram a imagem da tatuagem a partir dos anos 1960-70, e começou a surgir uma reflexão sobre a ligação da tatuagem moderna e contemporânea com a evolução da história da arte — resume Anne.


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Tatuagem em molde de corpo humano de silicone criada para a exposição 'Tatuadores, tatuados', do museu do Quai Branly, em Paris
Foto: Divulgação/Tin-Tin/2013 / Agência O Globo