sábado, 9 de maio de 2015

ART DUBAY 2015 E 35 ANOS DE ARTE DE GAGLIASTRI.

Sábado dia 09 de maio aconteceu um evento ímpar, a comemoração de 35 anos de Arte do Escultor Gagliastri e o pré lançamento da Arte Dubay 2015.

Música, exposição de esculturas, de jóias, de telas, alguns pintores mostrando seu talento pintando para o público, fundição de metal para demostrar como surgem as suas esculturas, Gagliastri estava muito feliz por receber um seleto grupo de Artistas, colecionadores, imprensa e admiradores de sua obra que neste ano completa 35 anos de sucesso absoluto.



A festa temática intitulada "Boteco do Gagliastri" aconteceu no Espaço Cultural Gaglistri que fica ao lado do Alphaville Pinhais, 10 minutos de Curitiba.




            Ao fundo as belíssimas residências do Alphaville Pinhais onde muitas obras do Artista fazem parte do acervo de                 diversos colecionadores...

O local maravilhoso rodeado de área verde com muitas araucárias e as maravilhosas esculturas de Gagliastri expostas em lugares estratégicos trás uma energia incrível aos espectadores.







Na fundição em forma de pirâmide o Artista recebeu os convidados com uma deliciosa degustação de frios e salgados e muita cerveja artesanal. Durante toda a tarde os aperitivos quentinhos e deliciosos circulavam entre os convidados por uma equipe de garçons muito elegante e educada. Cerveja geladinha e muitas champanheiras preparadas para o grande momento: Let's crack open the bubbly.





As obras de Artistas convidados estavam expostas por diversos ambientes.


Muitas esculturas de diversos formatos faziam parte dos ambientes.



 "Paisagens Contemporâneas" de Celso Parubocz em exposição fazendo parte deste acervo.




O Artista Thiago Gonçalves iniciante na carreira artística, logo terá seu nome registrado no cenário das artes.


"Paisagem Contemporâneas " de Celso Parubocz convidado da Mostra.

Peça de Gagliastri Jogo de Xadrez. 

Alguns Artistas que estarão participando da Arte Dubay 2015 e convidados.


O Espaço que atualmente passa por uma grande reforma para se transformar em um Centro de Excelência em Arte com alcance mundial. O local receberá Artistas do Mundo todo para troca de experiências e confraternização principalmente no segmento de Esculturas onde Gagliastri é um Mestre sendo referência no Mundo todo pelas suas obras e pela técnica de fusão de alumínio e bronze em suas obras, técnica que o Artista descobriu e é uma das marcas de suas obras.
O local além de toda estrutura já existente: Fundição, espaço para soldagem das peças, salas de aula contará com chalés para hospedagem dos Artistas.




Um dos grandes momentos foi o acendimento do forno de fundição para demonstração de todas as etapas desta técnica para confecção de esculturas. 


O Artista Thiago Gonçalves além de suas pinturas deu um show com seu conjunto cantando músicas anos 70 e 80 alegrando o público e mostrando que Artista quando nasce para brilhar acontece naturalmente.


https://www.youtube.com/attribution_link?a=tQRjWqtZzo8&u=%2Fwatch%3Fv%3DrRHkFEazwVY%26feature%3Dshare


Gagliastri estava feliz com tantos amigos que faziam questão de estar presente e alguns até interessados em ampliar suas coleções.







Fernanda esposa de Gagliastri com suas jóias de vestir também recebeu muitas convidadas que já possuem suas peças, mas fizeram questão de apreciar as peças em exposição, algumas inclusive estarão na Arte Dubay 2015.




Gagliastri se preparando para fazer algumas peças e o público atento para não perder este raro momento.







O evento teve início às 13 h e foi até a noite com convidados chegando e circulando por todos os Espaço da Chácara transformada num grande Complexo Cultural há muitos anos. 
Gagliastri sempre esteve na vanguarda de nosso tempo, seu Espaço ao ar livre já é conhecido dos amantes da Arte há muitos anos, enquanto alguns grandes Espaços foram inaugurados nos últimos anos no Brasil o Complexo Cultural Gaglistri já está instalado ali há décadas recebendo clientes e amigos e sempre trabalhando com fundição artística.



















Fernanda e Gagliastri fizeram questão de receber os convidados com toda a alegria e não escondiam a satisfação de mais um evento de sucesso que tenho certeza fará parte da história de todos que tiveram o privilégio de estar presente e os que não puderam participar logo teremos mais edições desta confraternização que logo fará parte da agenda deste público que admira a boa arte....





Nesta foto os Artistas que estarão indo para Arte Dubay 2015.


















                Alegria de receber os amigos e comemorar 35 anos de Arte.
Na hora de abrir e ver o resultados das peças que depois de lixadas e montadas tornam-se novas esculturas...




Equipe de apoio de Gagliastri com a mão na massa ou nas novas peças.



Algumas peças prontas em exposição.








Muitas Medalhas e Comendas entre elas a Médaille D'or da Academia de Ciências, Letras e Artes da França.







Bolo com direito a pagar as velinhas em comemoração aos 35 anos de Arte.

Ao entardecer as belíssimas araucárias e o azul do céu formam um belo espetáculo....


A pirâmide transmite uma energia incrível que só quem está no local pode descrever.









Desde já agradeço a Designer de jóias Fernanda e ao Grande Artistas Gagliastri pela confiança em meu trabalho de fazer a Curadoria do evento e pelo carinho de convidar - me para expor minhas obras junto a este Grupo tão criativo. 
Pode ter certeza que fico muito feliz e posso garantir que nunca tinha visto em todos os anos de minha trajetória como Artista e Curador um evento de Arte tão criativo e pensado com tanto carinho para receber os convidados. 
Fico feliz de poder contar com Amigos que hoje fazem parte de meu coração, sucesso em Dubay para todos e logo estaremos nos reunindo para mais uma edição desta festa que logo será um evento dos mais badalados do Circuíto das Artes do Mundo .....
PARABÉNS.......

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3D39&ei=doNPVfL0I4ScNq7sgMgC&usg=AFQjCNHmjefdllTIlZa0X5K6ItDo1SpfHw&sig2=wz-T5LcR79haS-LNAqU-tw

Celso Parubocz 42 9962 5952
www.artepg.com


Neste sábado dia 09 de maio aconteceu no Espaço Cultural Gagliastri um evento para a imprensa e amantes da Arte. Luiz Gagliastri recebeu em sua pirâmide atelier - fundição um grupo seleto de amigos para confraternizar e comemorar os 35 anos de Arte e a participação de um grupo de Artistas na Arte Dubai 2015.
Tudo pensado para agradar os convidados: Um buffet maravilhoso, degustação de cerveja artesanal e muita champagne para brindar este dia de festa. As obras dos Artistas que estão indo para Dubai na próxima semana estavam expostas para o público apreciar.

Gagliastri aproveitou a oportunidade para fundir algumas peças para todos conhecerem um pouco desta técnica de trabalho. Um dos Artistas o Thiago aproveitou para trazer seu conjunto e tocar algumas músicas anos 70, 80 fazendo um show a parte.


O ambiente aconchegante agradou a todos e já está programado outro para quando os Artistas voltarem de Dubai trazendo as novidades. As esculturas de Gagliastri em grandes formatos estão por todos os lados de seu belíssimo espaço que passa por reformas para ser transformado no segundo semestre num Centro de Excel~encia em Esculturas recebendo Esculturos de vários países para troca de experiências....

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Exposição fotográfica ‘Retratadxs pelo Feminismo’ integra atividades do Colóquio Mulher e Sociedade

 
Valéria Becher, participante do coletivo feminista Mais que Amélias, fotografada por Elaine Schmitt

A coleção de fotos produzida pela jornalista e fotógrafa Elaine Schmitt, é a principal atividade cultural que irá compor o Colóquio Mulher e Sociedade de 2015. Produzido pelo Grupo de Pesquisa Jornalismo e Gênero, o Colóquio acontece desde 2012 e procura incorporar em sua programação atividades culturais além dos painéis e apresentações de trabalhos acadêmicos.
 
 
Elaine conta que a coleção de fotos “Retratadxs pelo Feminismo” foi uma iniciativa sua para divulgar os trabalhos do Coletivo Feminista Mais que Amélia, de União da Vitória, que costuma fazer palestras e debates em escolas mas procurava uma forma diferente de chegar ao público.
Os participantes do Coletivo posaram para os 34 retratos individualmente ou em grupo.
A fotógrafa relata que o processo produtivo contou com muita colaboração e espontaneidade dos modelos. “Com ajuda de várias pessoas, levei um refletor e em umas duas horas eu tirei todas as fotos. O pessoal chegava e eu perguntava como eles queriam posar, alguns até tiravam a roupa”.
 
A colaboração dos participantes do Coletivo também foi fundamental para a produção da exposição. “Conseguimos imprimir em papel couché e colamos em cartolina preta, tudo por conta própria. Ficou um trabalho mais artesanal”, conta Elaine.
Além das fotografias, cada pessoa que se dispôs a ser retratado escolheu uma frase que definiria o porquê de ser adepto da causa feminista. As frases foram inseridas por Elaine nas próprias fotografias, junto com efeitos visuais coloridos que remetem a técnica de aquarela.


Primeiras impressões
Uma das organizadoras do Colóquio Mulher e Sociedade, Karina Janz Woitowicz, conferiu as fotografias e adianta suas impressões sobre a exposição. “Penso que se trata de uma proposta interessante promovida pelo coletivo feminista Mais que Amélias ao trazer retratos de pessoas que se reconhecem como feministas e propõem fortalecer a luta pela igualdade de gênero”, comenta. 
Karina também ressalta a contribuição da iniciativa cultural para o evento. “A participação das pessoas fotografadas no processo de composição das imagens é uma forma criativa de trazer mensagens que caminham do individual para o coletivo. Assim, a contribuição da exposição ao Colóquio está relacionada ao princípio da igualdade de gênero que pauta os painéis, com experiências e reflexões voltadas ao tema das políticas públicas”. 
 
A estudante do primeiro ano de Jornalismo, Gabriela Clair, também participa da organização do Colóquio e pôde ter uma prévia das fotos que estarão expostas durante o evento: “A exposição de fotos da Elaine é maravilhosa e mostra a visão pessoal da autora - e das pessoas que colaboraram - em relação ao feminismo. A linguagem corporal dos artistas é fascinante. Vale muito a pena conferir, é um modo muito legal de passar o real significado do feminismo”, relata Gabriela.
A série fotográfica “Retratadxs pelo Feminismo” está exposta no Espaço Cultural do Espaço Cultural da Câmara Municipal de Ponta Grossa. As 34 fotografias também podem ser conferidas na integra no site da fotógrafa: elaineschmitt.com.






 
 Escrito por Mariana Fraga
Compartilhado do Portal Comunitário Ponta Grossa
 

Espaço Cultural da Câmara Municipal de Ponta Grossa
 
Avenida Visconde de Nacar
 
 Av. Visc. de Taunai, 880
 
Ronda, Ponta Grossa - PR, 84051-000
 
Telefone:(42) 3220-7100

1º de Maio dia de lembrar nossos heróis esquecidos pela mídia.

Triste morar em um País onde "criam-se" falsos heróis e os verdadeiros que por iniciativa de poucos acabam sendo imortalizados em outros Países aqui não são nem lembrados.

Compartilho da Revista Isto é a matéria sobre Aracy esta que deveria ser exaltada homenageada no lugar de falsos heróis que viveram no armário ou que nos enchem de vergonha pelo uso de drogas lutando como se fossem animais em uma rinha .....

Uma heroína quase esquecida
A fascinante história de Aracy Guimarães rosa, uma brasileira que ajudou a salvar dezenas de judeus do nazismo e foi colocada por Israel no mesmo patamar de mitos como Oskar Schindler

Por CLÁUDIO CAMARGO E HUGO STUDART


ACERVO DA FAMÍLIA TESS
PRÊMIO 
Em 1985, Aracy vê seu nome no Jardim dos Justos. Ao lado, o diploma do Museu do Holocausto
Dona Aracy está prestes a completar 100 anos. Mora com o filho único Eduardo e a nora Beatriz num apartamento no bairro dos Jardins, em São Paulo. Ela já não anda e não reconhece ninguém, à exceção do filho, vez por outra. Sofre do mal de Alzheimer. Sob os cabelos completamente embranquecidos, brilham olhos faiscantes. Um sorriso maroto, intermitente, brota de seu rosto, resgatando de maneira tênue a energia da mulher corajosa, determinada e inteligente que ela foi no passado. E, acima de tudo, discreta. Tão discreta que poucos conhecem a sua fascinante história.
Paranaense de Rio Negro, filha de pai brasileiro e mãe alemã, separada do primeiro marido, Johannes Edward Ludwig Tess, numa época em que o casamento era sagrado, Aracy Moebius de Carvalho mudou-se para a Alemanha em 1934 para morar com uma tia e com o filho Eduardo, então com cinco anos. Fluente em alemão, francês e inglês, encontrou trabalho no consulado brasileiro em Hamburgo, como chefe do setor de vistos. Chocada com a perseguição aos judeus promovida pelo nazismo, Aracy resolveu ignorar as determinações do Itamaraty para impedir a entrada dos "semitas" no Brasil e ajudou a conceder vistos a dezenas deles, talvez uma centena. Em 1938, o diplomata João Guimarães Rosa, que depois se tornaria um dos maiores escritores brasileiros, foi nomeado cônsul-adjunto em Hamburgo. Ele teve pleno conhecimento da "transgressão" de Aracy e lhe deu apoio. Casaram-se em 1940. Viveram em Hamburgo, sob bombardeios da RAF (Royal Air Force), até voltarem ao Brasil, em 1942. Grande sertão: veredas, de 1956, obra-prima da literatura brasileira, foi dedicado a Aracy, carinhosamente chamada de "Ara" por Guimarães Rosa. Dedicado, não; dado: "A Aracy, minha mulher, Ara, pertence esse livro".
HORROR O trabalho de Aracy evitou que muitos judeus tivessem o mesmo destino de milhões de vítimas dos campos de extermínio nazistas
A solidariedade do casal a perseguidos não se limitou à época do nazismo. Em 1964, eles ajudaram o jornalista e crítico literário Franklin de Oliveira a se exilar. Em 1968, quando as trevas do AI-5 desabaram sobre o País, Aracy, já viúva, escondeu em sua casa no Rio de Janeiro o cantor e compositor Geraldo Vandré, perseguido pela repressão política. Pelo seu trabalho em Hamburgo, em 1983 Aracy de Carvalho Guimarães Rosa foi incluída entre os quase 22 mil nomes que estão no Jardim dos Justos, no Museu do Holocausto, em Jerusalém. Tratase de uma homenagem e um reconhecimento que o Estado de Israel presta aos góim (não-judeus) que ajudaram judeus a escapar do genocídio. Entre os mais famosos estão o empresário alemão Oskar Schindler - que inspirou o filme A lista de Schindler, de Steven Spielberg - e o diplomata sueco Raoul Wallenberg. Apenas outro brasileiro, o embaixador Luiz de Souza Dantas (1876-1954), recebeu a mesma honraria, em 2003. "Discreta, sem jamais ter caído na tentação de se promover por ter sido quem foi, Aracy paga hoje o preço do esquecimento", diz o historiador e escritor René Daniel Decol, empenhado no resgate dessa personagem. "Até sua influência sobre o escritor tem sido negligenciada pela crítica, pelos historiadores da literatura e pela mídia."
Segundo a Concise Encyclopedia of the Holocaust, editada pela International School for Holocaust Studies, Yad Vashem, Aracy começou a ajudar os judeus depois do progrom ocorrido na noite de 9 de novembro de 1938, que ficaria conhecido como Kristallnacht - Noite dos Cristais. Naquela noite, hordas nazistas na Alemanha e na Áustria atacaram e destruíram sinagogas, residências e estabelecimentos comerciais judaicos, matando cerca de 90 pessoas, marcando o início da repressão aos judeus que terminaria na "solução final", o extermínio puro e simples. Apesar de ter um filho pequeno e a mãe que dependia dela, Aracy não se intimidou. "Minha mãe achava aquilo tudo injusto, ignorou a determinação do Itamaraty e, com a maior discrição, continuou a preparar os processos de vistos para judeus, à revelia de seus superiores", disse a ISTOÉ o advogado Eduardo de Carvalho Tess, filho de Aracy. Para tanto, ela contou com a cumplicidade de um funcionário da polícia de Hamburgo, que emitia passaportes para judeus sem o infame "J" vermelho que os identificava como tais. Isso viabilizava a emissão de vistos para eles, que passavam por europeus. "Depois, ela enfiava os vistos no meio da papelada que despachava com o cônsul-geral, que os assinava sem ver", diz Tess.
clandestinamente o carro do serviço consular para transportar judeus que se escondiam em sua casa e em casas de amigos e para distribuir entre eles alimentos que ela desviava da cota que o consulado recebia - na época da guerra, a Alemanha vivia sob racionamento. "Muitas vezes, ela transportou judeus no porta-malas do carro do consulado. Eu me lembro que era um Opel Olympia alemão. Chegou a levar uma pessoa até a Dinamarca", diz o filho. Personalidade forte, Aracy não se intimidava quando era parada pela Gestapo. Pelo menos uma vez, enfrentou os policiais de dedo em riste, desconcertando-os com seu alemão impecável. "Minha mãe exibia muita segurança e autoridade, os alemães respeitavam a autoridade."
FOTOS: WELLINGTON CEQUEIRA/AG. ISTOÉ
LONGEVIDADE 
Aos 100 anos, Aracy vive com o filho, Eduardo, e a nora, Beatriz
FOTOS: ACERVO DA FAMÍLIA TESS
TEMPOS SOMBRIOS 
Aracy e Guimarães Rosa em Hamburgo, em 1938, quando ele a ajudava a dar vistos a judeus perseguidos
Testemunhos de judeus que foram salvos por Aracy contam que ela os acompanhava até o camarote do navio para assegurar proteção diplomática e, muitas vezes, levava as jóias, bens e dinheiro dos refugiados em sua bolsa para evitar que fossem confiscados pela polícia nazista. Uma delas é Maria Margareth Bertel Levy, que também está prestes a completar 100 anos e, por problemas de saúde, já não pode mais falar. Em 2006, contudo, ela gravou um depoimento ao historiador René Decol: "Aracy me levou pessoalmente ao navio, usando seu passaporte diplomático." Margareth talvez seja a última das pessoas salvas por Aracy ainda viva. "Pelas informações que tenho, minha mãe deve ter salvo, no total, cerca de 100 pessoas", calcula Tess. Uma das poucas vezes que Aracy falou sobre si foi em 1983, quando recebeu a homenagem do Estado de Israel: "Nunca tive medo, quem tinha medo era o Joãozinho (o escritor Guimarães Rosa). Ele dizia que eu exagerava, mas não se metia muito e me deixava ir fazendo", disse Aracy ao Jornal do Brasil.
Aracy atuou espremida entre o nazismo alemão e o Estado Novo de Getúlio Vargas, no contexto maior de uma era que o filósofo britânico Isaiah Berlin definiu como "a mais terrível da história". O Brasil atravessava tempos de racismo e xenofobia. Desde 1921, sucessivos governos vinham criando barreiras à entrada dos "apátridas" da Primeira Guerra Mundial, em especial aos judeus russos fugidos da Revolução Bolchevique de 1917, tratados num documento oficial como "semitas indesejáveis para compor a população brasileira". Em 1933, Adolf Hitler tomou o poder na Alemanha e começou a perseguir judeus, ciganos, homossexuais, liberais, socialistas e comunistas. No Brasil, a Assembléia Constituinte de 1934 discutiu abertamente políticas de "branqueamento", a eugenia estava em alta, o assunto da hora era o "perigo amarelo" (os japoneses) e nossas elites acreditavam na relação entre a etnia e a ética. Chegou-se a discutir a proibição à imigração de japoneses e negros, mas logo essa aberração foi substituída por cotas de imigração, que privilegiavam alemães, portugueses e suecos. Em 1935, Hitler criou as Leis de Nuremberg contra os judeus e começou a avançar sobre o Leste Europeu. Aumentou então a fuga de judeus para as Américas. De início, eles entravam no Brasil na cota de alemães e austríacos. O Itamaraty reagiu com a Circular Secreta 1127, de 1937, restringindo a entrada de todos os "semitas".
As embaixadas brasileiras na Europa tinham ordens expressas do Itamaraty para não conceder vistos a judeus. As representações mais duras foram as da Alemanha, onde o embaixador Cyro de Freitas Vale era um germanófilo, anti-semita e simpatizante assumido do nazismo, e da Itália, onde o encarregado de negócios, Jorge Latour, também era um anti-semita agressivo. O chefe de Aracy, o cônsul-geral do Brasil em Hamburgo, Joaquim de Souza Ribeiro, não era anti-semita, mas um diplomata disciplinado. Dificultava ao máximo a concessão de vistos a judeus para não desagradar ao embaixador e ao governo. "Eram raríssimos os funcionários do Itamaraty que ajudavam os judeus", diz a professora da USP Maria Luiza Tucci Carneiro, autora de O anti-semitismo na era Vargas. "Se a Aracy facilitou, o fez correndo perigo."
ACERVO DA FAMÍLIA TESS
EFICIÊNCIA 
Aracy era uma diplomata meticulosa, que se preocupava em anotar detalhes do trabalho
De volta ao Brasil, ela se dedicou inteiramente a colaborar com a atividade literária do marido. Mas ainda voltaria a desafiar o arbítrio. O escritor Franklin de Oliveira relata no prefácio de 1992 de Grande sertão: veredas, que em 1964, quando começou a caça às bruxas, Aracy e Guimarães Rosa quiseram que ele fosse se esconder na casa deles. A oferta foi recusada, e então eles organizaram uma lista de embaixadas nas quais o escritor pudesse buscar asilo. Em 1968, pouco depois de ter se tornado viúva, Aracy participava de reuniões de intelectuais que se opunham à ditadura militar no País. No dia 13 de dezembro, quando o regime baixou o AI-5, um dos artistas caçados pela polícia encontrou guarida no apartamento de Aracy no Posto 6, Arpoador, com vista para o Forte de Copacabana. Era o compositor Geraldo Vandré, autor de Pra não dizer que não falei das flores. "Do apartamento, ele podia ver a movimentação de soldados e policiais na rua", diz Tess.
Aquela senhora centenária, quase esquecida num apartamento dos Jardins, não se lembra de mais nada disso. Reservada, no passado ela pouco falou de sua epopéia, que veio à luz através dos depoimentos de alguns de seus protegidos - quase todos mortos.

Duas pesquisadoras brasileiras, Adriana Jacobsen e Soraia Vilela, neste momento estão na Alemanha investigando a história de Aracy e de Guimarães Rosa naqueles tempos de trevas para produzir um documentário de longa-metragem. Talvez assim seja possível às novas gerações saber que um dia existiu uma brasileira chamada Aracy Guimarães Rosa, conhecida entre os judeus como "o anjo de Hamburgo".

Hoje assisti o filme documentário no canal Arte 1, que bom ter meios de comunicação para não deixar esquecer e difundir nossos verdadeiros heróis e heroínas como é o caso de Dona Aracy. Confesso que chorei diversas vezes em ver os tristes relatos e ao mesmo tempo saber que a mídia cria falsos heróis para um povo que continua "massa de manobra" de uma mídia consumista e pobre de reconhecimento que não tem a preocupação de mudar nosso País para melhor .....

quinta-feira, 23 de abril de 2015

A Exposição "BLUE JAY" no DOCE MORENA CAFÉ / CURITIBA

Os grupos de Arte Contemporânea Art.Con e Óia Nóis, surgiu em 2008, nas reuniões semanais artísticas,em Curitiba-Paraná-Brasil.
Os dois grupos são orientados pelos artistas plásticos Carla Schwab bacharel em Pintura pela Universidade Federal de Pelotas e pelo Artista Visual Eloir Jr.  pós-graduado em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná.
Tendo como diretores fundadores os artistas: Eloir Jr.,Carla Schwab e Adriane Stange.
A Exposição "BLUE JAY" abre na quarta-feira, 22 de abril de 2015 NO DOCE MORENA CAFÉ .



A exposição "Blue Jay Parade" que homenageia a ave símbolo do Paraná, a Gralha Azul, foi inaugurada em 2014 durante as comemorações dos 321 anos de Curitiba no Espaço Cultural do Shopping Jardim das Américas. Seguiu para Ponta Grossa, na Câmara Municipal dos Vereadores e para cidade de Castro na Casa da Cultura Emília Erichsen. 
 Em 2015 retorna à Curitiba em dois espaços culturais. No primeiro semestre ocupará o ambiente do Doce Morena Café e Convivência e no segundo semestre no Espaço Cultural do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia-Hospital IPO. 
 “A exposição não foi criada para ser itinerante, mas está tão linda que acabou voando alto e distante, e esperamos que ainda ocorram novos e fascinantes vôos”, declara Katia Velo, artista convidada, professora de artes e colunista cultural. 
 A exposição tem a assinatura curatorial de Eloir Jr. e Kézia Talisin com orientação de Carla Schwab e para este semestre reúne 11 trabalhos elaborados pelos artistas: Ana Lectícia Mansur, Ana Müller, Cecifrance Aquino, Eloir Jr., Luiz Felix, Márcio Prodócimo, Noeli Tarachuka, Raquel Frota e Ruth Mara. 
A exposição conta ainda com artistas convidados:
                     Celso Parubocz                   Katia Velo. 

 A gralha azul é o principal disseminador da araucária, uma vez que, durante o outono, as gralhas estocam os pinhões para se alimentar o que contribui para sua preservação. 
 A ave símbolo é protegida pela Lei Estadual n. 7957 de 1984. 

: Exposição: “Blue Jay no Doce Morena” 
 Local: Doce Morena Café e Convivência 
Rua Dr. Carlos de Carvalho, 457 - Centro Curitiba-PR 
Visitação: 24/04 a 01/07/2015 Segunda a sexta-feira das 8 as 19 h Entrada Franca 
Postado por EloirJr. às 22:40

segunda-feira, 20 de abril de 2015

CONFERÊNCIA DE CULTURA / PONTA GROSSA


Espaço Cultural da OAB / PG abre nova Exposição



“Mundo Colorido” / Marga Nye Cominato. 

Pintora e Escritora, participou de centenas de exposições recebendo diversas medalhas de ouro e de prata, diversos títulos de “Personalidade em Artes Plásticas”, “Celebridade do Ano nas Artes”, “Mulher Destaque na Pintura no Paraná”, “Melhor Pintora do ano”, Recebeu 1º lugar em várias exposições de Artes em Concursos e Mostras de Artes.
Recebeu mais de 45 homenagens das Instituições Políticas e Educacionais do Paraná no decorrer de sua vida artística, suas obras foram vendidas para mais de 23 países durante os 11 anos de Exposição no Museu do Jardim Botânico em Curitiba.
A Artista está catalogada no Dicionário de Artes “Julio Louzada”, “Dicionários de Artes Visuais, Adalice Araujo”, “Ellas en El’Arte”, Espanha, Revista Domani e Academia Latina-Americana de Arte, Fabio Porchat

Suas obras fazem parte de acervos de diversas coleções particulares e Instituições tendo destaque a obra “Girassóis”, presenteada pelo Palácio Iguaçu, por ocasião da visita do Imperador Japonês ao Brasil e hoje faz parte do acervo do Palácio Imperial no Japão.











terça-feira, 14 de abril de 2015

Festival Nacional de Contadores de Histórias

Parabéns ao Curador do evento Alfredo Mourão de Andrade levando o nome de nossa Cidade para os jornais e sites culturais com mais este excelente evento ....

Curador do Festival Nacional de Contos Alfredo Mourão.


Profissionais de todo o Brasil estão em Ponta Grossa para mais uma edição do Festival Nacional de Contadores de Histórias
Até a próxima sexta-feira (17), mais de 60 contadores de histórias de todo o Brasil estão em Ponta Grossa para o II Festival Nacional de Contadores de Histórias.
Além da parte didática, com debates, oficinas e falas interativas, o evento apresenta sessões de Contos Populares para a comunidade em geral.
As apresentações, voltadas especialmente para adolescentes, jovens e adultos, acontecem diariamente no Cine-Teatro Ópera, às 19h30, com entrada gratuita.
O festival é realizado pela Fundação Municipal de Cultura e Núcleo de Contadores de Histórias, contando com várias parcerias.







Nesta quarta-feira (15), o público pode conferir contações com Tania Mayer (São José/SC), Erico Bispo de Souza (Campo Grande/MS), Vanessa Meriqui (São Paulo/SP), Ulisses Luiz Angelo Junior (Campinas/SP), Tania Aparecida Antunes (Araçatuba/SP) e Cristiano Gouveia (São Paulo/SP). Já na quinta-feira, 16, os contadores serão José Antonio Carlos (Votorantim/SP), Ozeny Ramos (Três Lagoas/MS), Mariane Bigio (Recife/PE), Flavio Henrique Vieira da Silva (Nova Mutum/MT), Aline Alencar (São José do Rio Preto/SP), Claudete da Matta (Florianópolis/SC) e Priscila Harder (São Paulo/SP). O contador Zé Bocca, de Votorantim/SP, e a Cia Teatral Boccaccione, de Ribeirão Preto/SP, fecham a programação na sexta-feira, 17.
Toda a Maratona de Contos tem mais de 300 sessões narrativas programadas em escolas, creches, projetos socioeducativos, praças, grupos da terceira idade e nos ônibus da linha Sem Parar.





A programação completa do festival está disponível no site da Fundação de Cultura e no link:
http://www.youblisher.com/p/1112674-Guia-de-Programacao-II-Festival-Nacional-de-Contadores-de-Historias/




Abertura
O festival foi aberto oficialmente na segunda-feira, com autoridades, contadores e comunidade.
Na sua fala, o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Paulo Eduardo Goulart Netto, frisou a importância do evento para toda a cidade. “O Festival Nacional de Contadores de Histórias é uma importante ferramenta para promover a democratização e descentralização do acesso à cultura. É um grande incentivo à leitura”, disse. Segundo ele, o objetivo do evento e da própria gestão é “promover o desenvolvimento humano através da arte”. O presidente aproveitou para agradecer aos parceiros do evento e ao Núcleo de Contadores de Histórias que, segundo ele, contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população.
Informações da assessoria.





Divulgação na RPC TV:

http://g1.globo.com/pr/parana/bom-dia-pr/videos/t/edicoes/v/ponta-grossa-sedia-2o-festival-de-contacao-de-historias/4108239/

http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-1edicao/videos/t/ponta-grossa/v/historias-contadas-despertam-a-atencao-de-adultos-e-criancas/4106320/

http://www.youblisher.com/p/1112674-Guia-de-Programacao-II-Festival-Nacional-de-Contadores-de-Historias/