domingo, 10 de março de 2013

Museus de São Paulo abrem a noite .....


Museus de São Paulo abrem a noite .....




















Visitar exposições à noite já pode fazer parte da programação dos turistas na capital. Os museus da Língua Portuguesa, Afro Brasil, da Imagem e do Som e da Casa Brasileira atendem em horário estendido pelo menos uma vez por semana. 

Neste ano, o Museu da Língua Portuguesa fica aberto até as 22h todas as terças-feiras. Atualmente o museu está oferecendo visitas monitoradas que contam a História da Estação da Luz.

Museu Afro Brasil fica aberto até as 21h, uma quinta-feira por mês. Está em cartaz, até 31 de março, a exposição Africanas e Africanismos. Arte Tradicional e Contemporânea.

Museu da Casa Brasileira tem visitação gratuita das 18h às 22h a cada 15 dias, sempre nas quartas-feiras. Está em cartaz a exposição “Giugiaro: 45 anos de design italiano”.

MIS (Museu da Imagem e do Som) também teve seu horário ajustado, o piso térreo fica aberto de terça a sábado, das 12h às 22h. Nos domingos e feriados, das 11h às 21h. No 1º e 2º andares: de terça a sábado, das 12h às 19h. Domingos e feriados, das 11h às 18h. Em cartaz está a exposição “Expressões Urbanas da Cidade de São Paulo”.













Masp (Museu de Arte de São Paulo) apresenta horário diferenciado às quintas-feiras, das 10h às 20h. A bilheteria funciona até as 19h30. A atual exposição no museu é o Prêmio Masp Mercedes-Benz de Artes Visuais 2012, em cartaz até 10 de março.













Na Pinacoteca, o horário de funcionamento foi prolongado até as 21h30, nas quintas-feiras. A exposição em cartaz atualmente é Papéis na Coleção Nemirovsky, mostra com cerca de 50 trabalhos, realizados entre os anos 1935 e 1988, construtivos ou expressivos, adeptos do figurativismo ou do abstracionismo.

















Casa das Rosas fica aberta de terça a sábado, das 10h às 22h. Quem visitá-la pode participar do 9º Verão de Poesia, projeto que estimula a disseminação da poesia. Confira a programação completa no sitewww.casadasrosas-sp.org.br


Museu da Língua Portuguesa

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h. As terças-feiras até às 22h.
Horário das visitas monitoradas: sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Observação: às 12h e às 14h as visitas são gratuitas.
End.: Praça da Luz - Luz - Centro.
Preço: R$ 6 e meia-entrada.
Tel.: (11) 3326-0775.
www.museulinguaportuguesa.org.br
Casa das RosasHorário de funcionamento: de terça a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados, das 10h às 18h.
End.: Av. Paulista, 37 - Bela Vista - Centro.
Grátis.
Tel.: (11) 3285-6986.
www.casadasrosas-sp.org.br
Pinacoteca
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h30. Todas as quintas-feiras, até as 21h30 - com entrada gratuita.
End.: Praça da Luz, 2 - Luz - Centro.
Preço: R$ 6 e meia-entrada - exceto às quintas-feiras, em que o aceso é gratuito.
Tel.: (11) 3324-1000.
www.pinacoteca.org.br/pinacoteca-pt

Museu Afro Brasil
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h). Uma quinta-feira por mês o museu fica aberto até as 21h.
End.: Rua Pedro Álvares Cabral - Pavilhão Manoel da Nóbrega - Parque do Ibirapuera, portão 10.
Grátis.
Tel.: (11) 5579-8542.
www.museuafrobrasil.org.br

Museu da Casa Brasileira
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h. Duas quartas-feiras por mês, até as 22h.
End.: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano.
Preço: R$ 4 e meia-entrada - exceto nas visitas noturnas.
Tel.: (11) 3032-3727.
www.mcb.org.br

MIS
Horário de funcionamento: térreo: de terça a sábado, das 12h às 22h. Domingos e feriados, das 11h às 21h. 1º e 2º andares: de terça a sábado, das 12h às 19h. Domingos e feriados, das 11h às 18h.
End.: Av. Europa, 158 - Jardim Europa.
Preço: às terças-feiras, a entrada é gratuita. 1° e 2° andares: R$ 4 e meia-entrada.
Tel.: (11) 2117-4777.
www.mis-sp.org.br

MASPHorário de funcionamneto: de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30). Quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria até as 19h30).
End.: Avenida Paulista, 1578 - São Paulo.
Preço: R$ 15.
Tel.: (11) 3251-5644.
www.masp.art.br

São Paulo, onde ir ?


30 programas imperdíveis em São Paulo








São Paulo é uma cidade antenada, de vanguarda, geradora de tendências, estilos e costumes. Capital dos negócios, da cultura, do entretenimento e da gastronomia na América Latina, é uma cidade global, formada por pessoas de mais de 70 diferentes nacionalidades e descendências.
Por toda essa grandiosidade e diversidade, há incontáveis passeios possíveis na cidade, todos com diversão garantida. Mas alguns deles são realmente imperdíveis. Separamos 30 programas para você não ficar de fora do melhor de São Paulo. Confira nossas sugestões.
1
 Comer sanduíche de mortadela e pastel de bacalhau no MercadoMunicipal;
2
 Conferir os Cantos Gregorianos do Mosteiro de São Bento;
3
 Assistir a um concerto na Sala São Paulo ou no Teatro Municipal
4
 Apreciar a vista da Torre do Banespa;
5
 Assistir à montagem de um musical da Broadway numa das casas de espetáculos;
6
 Fazer um roteiro de compras entre a Rua 25 de Março, os bairros do Brás e do Bom Retiro;
7
 Jantar no Terraço Itália apreciando a vista em 360º de São Paulo;
8
 Visitar um dos grandes museus da cidade, como Masp e Museu do Ipiranga;
9
 Curtir os bares da Vila Madalena e as baladas da Vila Olímpia;
10
 Visitar o Parque do Ibirapuera e suas atrações;
11
 Fechar a noite numa das inúmeras padarias 24 horas da cidade;
12
 Caminhar à noite pela Avenida Paulista;
13
 Visitar o diferente Museu da Língua Portuguesa e a incrívelPinacoteca, ambos na Luz;
14
 Conhecer centenas de espécies de animais no Zoológico e dar uma esticada até o Jardim Botânico;
15
 Conferir o cardápio de uma das cantinas do Bixiga;
16
 Visitar a rota das grandes grifes internacionais na rua Oscar Freire e no Shopping Iguatemi;
17
 Tomar um chá no restaurante Skye, do Hotel Unique;
18
 Assistir a um páreo no Jockey Club;
19
 Subir no Pico do Jaraguá;
20
 Passar um dia relaxando em um dos vários spas, com direito a banho de ofurô e massagem relaxante;
21
 Visitar as feiras da Liberdade e da Praça Benedito Calixto;
22
 Ir a uma das 6.000 pizzarias da cidade;
23
 Conferir uma corrida no Autódromo de Interlagos;
24
 Assistir a um jogo no Estádio do Pacaembu;
25
 Passear em umas das mega livrarias de São Paulo, como a Cultura, do Conjunto Nacional, e a Fnac, na Paulista;
26
 Visitar uma das centenas de exposições da cidade;
27
 Tomar um café em uma das cafeterias internacionais, como Havana e Starbucks;
28
 Passear pelo Centro Histórico, passando pelo Pateo do Collegio, Largo São Francisco, Marco Zero e Catedral da Sé;
29
 Visitar uma grande feira em um dos centro de convenções paulistanos, como o Parque Anhembi;
30
 Participar de um ensaio em uma quadra de escola de samba.

100 anos da artista Tomie Ohtake


Exposição ‘Correspondências’ celebra 100 anos da artista Tomie Ohtake








Em comemoração aos 100 anos da artista nipo-brasileira Tomie Ohtake, o Instituto Tomie Ohtake recebe mostra "Correspondências" com obras abstratas nas mais de seis décadas de carreira da homenageada, até 24 de março.
A exposição relaciona as semelhanças e diferenças na cor, gesto e textura em quadros feitos desde a década de 50 de Ohtake com trabalhos de 43 artistas brasileiros contemporâneos, como Mira Schendel, Hércules Barsotti, Cildo Meireles e Nuno Ramos.
Essa é a primeira das três exposições que acontecem esse ano em celebração ao centenário de Tomie Ohtake preparadas pelo Instituto. A segunda está prevista para o final do 1º semestre e a última em novembro, junto com o aniversário da artista (21/11).






Características do abstratismo, as esculturas da artista podem ser encontradas em vários pontos da cidade, como "Escultura" na Av. 23 de maio, em comemoração aos 80anos da imigração japonesa, a arquitetura no Teatro do Auditório Ibirapuera, as pastilhas vitrificadas na estação Consolação do metrô, entre outras.
Serviço:
Tomie Ohtake - Correspondências
Data: até 24 de março.
Horário: terça a domingo, das 11h às 20h.
Local: Instituto Tomie Ohtake.
End.: R. dos Coropés, 88 - Pinheiros.
Tel.: (11) 2245-1900.
Grátis
www.institutotomieohtake.org.br

Eloir Jr. expõe em São Paulo




Exposicão Cultural “A Arte Milenar Ucraniana”



Artista plástico, Eloir Jr, e suas criações (Katia Velo)
A convite do Jornalista e curador Maurício Coutinho, produtora cultural Mara Porto, Consulado Honorário da Ucrânia e Sociedade Ucraniano Brasileira Unificação em São Paulo, o Artista Plástico Eloir Jr., de Curitiba-PR, estudioso da arte e cultura dos imigrantes europeus no Paraná, com enfoque especial na cultura eslava da Ucrânia e Polônia, estará abrindo a Mostra Cultural “A ARTE MILENAR UCRANIANA”, no Shopping Ligth em São Paulo, de 10 a 31 de março de 2013, brindando a capital paulista na comemoração da semana de Páscoa.
Seus trabalhos são alegres, coloridos e festivos, retratando bem a cultura, hábitos e costumes da Ucrânia.
Nos dias 26 e 27 de março de 2013, o artista estará presente  apresentando seu trabalho e fazendo uma demonstração da arte milenar de colorir ovos, as tradicionais pêssankas.
A mostra contará com pinturas sobre tela e artesanato popular da Ucrânia, tais como, pêssankas, matryoszkas, porcelanas e bordados.

“A arte milenar Ucraniana”

Quando: de 10 a 31 de março
Segunda a Sexta: das 9h ás 22h
Sábados: das 09 ás 20h
Domingos e feriados: das 11h ás 18h
Local:  Piso térreo
Shopping Light:
Rua Coronel Xavier de Toledo, 23 – Centro
São Paulo -SP / Tel. (11) 3154-2299

Museu Guido Viaro


Museu Guido Viaro abre projeto:

 Falando de Arte com exposição Viaro e Alunos

Abre nesta terça-feira, dia 12 de Março, às 19h30, no Museu 
Guido Viaro, em Curitiba, a exposição Viaro e Alunos. A 
mostra inaugura o projeto Falando de Arte 2013 e reúne 
trabalhos dos artistas Guido Viaro, Fernando Calderari, João 
Osório, Mário Rubinski, Luiz Carlos de Andrade Lima, 
Helena Wong, Maria Ivone Bergamini, Ida Hannemann de 
Campos, Fernando Velloso, Domício Pedroso e Jair Mendes. 
Os artistas da mostra foram alunos de Guido Viaro em seu 
ateliê ou no Centro Juvenil de Artes Plástica (CJAP) de 
Curitiba, antiga Escola de Arte Viaro. Cada artista terá duas 
obras em exposição, reunindo 22 trabalhos no total, sob a 
curadoria da marchand Liliana Cabral. A mostra poderá ser 
visitada de terça-feira a sábado, das 14 horas às 18 horas, 
até o dia 5 de Abril.



Falando de Arte – Exposição Viaro e Alunos


sábado, 9 de março de 2013

6 anos do Bando da leitura.


O BANDO DA LEITURA está completando seis anos de ações, uma ação voluntária de estímulo a leitura determinado pelo MinC como Ponto  de Leitura. 


Segunda a "Chefe" do Bando Lucélia Clarindo, foram muitas as conquistas nesses anos. Além do reconhecimento pelo Governo Federal a construção da sala de leitura pelo Rotary Alagados. 
O mais importante porém é a participação de tantas crianças que passaram e passam pelo bando durante estes anos.
A imprensa e a parceria com o projeto Cultura Plural também  merece destaque na divulgação de nossas ações.
A cumplicidade de pessoas amigas que participam dos nossos encontros e nos ajudam no dia a dia nos mínimos detalhes como na colaboração com o lanche, um brinde, nas rodas de poesia e nas comemorações.
Tempo de agradecer a todos e renovar o convite para continuarmos juntos nesta ação .

Programação da semana
Dia 13 de março: 14h - Tarde festiva com a presença de crianças da LBV apresentando rodas de capoeira, leituras e contação de histórias.
Dia 14 de março; 14h Roda de poesia com a presença dos alunos da escola Monteiro Lobato.

Booktrailer de "Toda poesia" PAULO LEMINSKI

Arnaldo Antunes lê Paulo Leminski


Salão Graciosa / Edição de 2013


Salão Graciosa abre inscrições para a edição de 2013


As inscrições para a 15ª edição do Salão Graciosa de Artes Plásticas estão 

abertas. Os artistas têm até 6 de abril para fazer a inscrição no site do 

Graciosa Country Club (www.graciosa.com.br). Apenas trabalhos inéditos 

podem participar do salão, que terá curadoria da artista plástica Suzana Lobo. 

O júri é formado pelo crítico e curador João Henrique do Amaral e os artistas 

Alfi Vivern e Fernando Velloso. Para a inscrição, é necessário apresentar a 

ficha de cadastro assinada, fotocópia do RG e do CPF e um dossiê do artista, 

com fotografias de três obras para pré-seleção. A divulgação dos selecionados 

será em 9 de maio, no site do Graciosa. A abertura da exposição está prevista 

para 20 de maio, na sede social do clube. 


Mais informações na secretaria do Graciosa Country Club

(Av. Munhoz da Rocha, 1.146),

(41) 3015-5005 (ramais 1325 e 1385).

Exposição em Curitiba mostra "Olhares do Universo feminino"


Matéria
Matéria do Caderno G da gazeta do Povo ....
 /
ARTE

Exposição mostra diferentes olhares do universo feminino

No mês da mulher, artistas se reúnem para fazer homenagens com diferentes tipos de arte.
Artistas plásticos, fotógrafos, poetas, contistas, dramaturgos, músicos se reúnem no dia 13 de março, às 19 horas, para a exposição "Mês da Mulher", no Estação Business School, em Curitiba. Com a curadoria do artista plástico Carlos Zemek, a ideia do evento, que tem entrada franca, é homenagear a mulher com vários tipos de arte que mostram olhares diferentes sobre o feminino.

Nas obras expostas, serão homenageadas vários tipos de mulher. As misteriosas de Neiva Passuello e Mercedes Brandão, a mulher sonhando e observando a cidade de Sandoval Tibúrcio. O feminino também permeia o quadro de Cássia Acosta e a cidade de Maribel Moratilla (da Espanha). A mulher-natureza está representada na árvore mística de Carlos Zemek, nas formas subtis de Teresinha Mazzei, nas areias da Patagonia na tela de Claudia Agustí. Na gravura de estilo contemporâneo de Valéria Sípoli. A mulher grávida do quadro de Ilia Ruiz é natureza e ternura.
O evento contará com a participação especial do ator Gerson Delliano, quem atuou na minissérie “Guerra do contestado”.
Além da homenagem à mulher, o evento tem o objetivo de difundir os trabalhos dos artistas e literatos junto ao grande público.

O Engenheiro que Curitiba esqueceu ....


HISTÓRIA


Texto de André Rodrigues/ Gazeta do Povo
 André Rodrigues/ Gazeta do Povo / Zulmara Posse e Elizabeth Amorim na exposição sobre obra de Eduardo Chaves, no Memorial de CuritibaZulmara Posse e Elizabeth Amorim na exposição sobre obra de Eduardo Chaves, no Memorial de Curitiba
ARQUITETURA

O engenheiro que Curitiba esqueceu

Eduardo Chaves ergueu palacetes numa Curitiba dada a enchentes. Obra do construtor caiu no esquecimento, mas a hora do resgate chegou.
Durante a primeira metade do século 20, um engenheiro e arquiteto de nome Eduardo Fernando Chaves (1892-1944) ergueu em Curitiba casas, edifícios, vilas e igrejas transformados em cartões-postais. Levam sua assinatura o Castelo do Batel; a Vila Odette, no Alto da Glória; e o Palácio Garmatter – onde hoje está instalado o Museu Paranaense. São três exemplos em meio a pelo menos 220 endereços, boa parte cheios de pompa e circunstância.

“Bem morar”
Obras levam curitibanos para dentro de casas que sonharam entrar
A pesquisa de Elizabeth Amorim e Zulmara Posse nasce afinada com outros trabalhos ocupados de mostrar mudanças sociais que passaram pelas salas, quartos e cozinhas das moradias. Um exemplo é o livro Em Casa, de Bill Bryson, publicado ano passado no Brasil. A própria Elizabeth é uma expert no ramo – é autora de sete obras em que analisa a arquitetura de asilos e escolas.
Em As Virtudes do Bem Morar a autora e sua parceira conseguem algo mais. Levam o leitor para dentro de casas que os curitibanos sempre sonharam entrar – a exemplo da Vila Odette, no Alto da Glória –, e os aproxima da intimidade de Mirós e Guimarães. Ao mesmo tempo, revelam uma Curitiba que se encontrava com os tempos modernos, adotando medidas higienistas, planejando-se e assumindo o posto de cidade moderna. Separar os espaços de intimidade e os de sociabilidade era preciso.
A obra é farta em referências aos solavancos de um município em busca de melhores serviços de telefonia e transporte público. É em meio a esse esforço para se civilizar, no início do século passado, que mansões do porte da Vila Olga, obra de Eduardo Chaves para a grande família de Caetano Munhoz da Rocha, surgem como uma espécie de monumento à arte de morar bem.
As autoras fazem um pequeno tratado de sociologia urbana ao descrever as rotinas, o tamanho das famílias e o exército de criados. Percebe-se a convivência dos modos de vida europeus com enchentes, problemas graves de saúde pública e abastecimento. Vários entrevistados contam que viviam como que em chácaras, quase isolados, espécies de Vale do Loire nas barbas do Rio Belém. Da janela podiam ver uma cidade que ganhava forma, e na qual desejavam estar. (JCF)
Serviço
Exposição Arquitetando Curitiba na Década de 1930, com fotos, plantas de mapas relacionados a Eduardo Chaves. Memorial de Curitiba – Salão Paraná, 2.º andar (R. Claudino dos Santos, s/n.º). Até agosto de 2013.
Estima-se que Eduardo tenha calculado, desenhado e construído o dobro desse número. Apesar dos seus feitos profissionais superlativos, arrisca que mesmo o curitibano mais versado em arquitetura – aquele capaz de discorrer sobre Kirchgässner, Meister ou Artigas como se fossem figurinhas da Bala Zequinha – tenha pouco a dizer sobre Chaves. Ele é o mais ilustre dos desconhecidos.
A “história” começou a mudar faz pouco mais de três anos, quando a historiadora e arquiteta Elizabeth Amorim de Castro e a antropóloga Zulmara Posse decidiram pesquisar uma dezena de construções assinadas por Eduardo Chaves. Parecia simples, pelo menos até se depararem com uma monografia do próprio engenheiro na qual analisava 40 obras que tinha realizado na cidade. O projeto das pesquisadoras ficou quatro vezes maior.
Tempos depois, numa visita ao Arquivo Público Municipal, Beth e Zulmara encontraram outro grande lote de plantas de Chaves, o que fez a lista saltar para mais de duas centenas de edificações. Atiraram-se à papelada. A última prova de fogo veio quando um sobrinho de Chaves – que até então não tinha entrado em cena – falou de duas caixas de projetos guardados com a família. Não havia mais tempo. A essa altura, o livro As virtudes do bem morar (Ed. das autoras, 2012) já estava no prelo, acompanhado de uma exposição no Memorial de Curitiba e de um site.
“Apagamento”
Quando as tais caixas forem abertas, tudo indica que Eduardo Chaves vai ganhar um segundo volume. E, quem sabe, uma explicação para seu “apagamento” da memória local. É impressionante. Na exposição montada no Memorial, um grande mapa de Curitiba na década de 1930 mostra as ruas em que o engenheiro deixou algum trabalho. Parece não haver um quarteirão que não tenha sido tocado por ele. Mesmo assim, não é estudado, em parte porque os créditos de desenhistas e mesmo engenheiros, em tempos idos, eram tão raros quanto confusos.
As pesquisadoras, claro, têm lá suas hipóteses. O curso de Arquitetura da Universidade Federal do Paraná é de 1962 e privilegiou desde o início a produção moderna, da qual, em tese, Eduardo Chaves não fez parte. Além do mais, construiu mansões para as elites mateiras, cafeeiras e para capitalistas do comércio, não raro aceitando fazer imitações de castelos europeus, prática que provoca urticárias nos puristas. Teria sido seu passaporte para o anonimato.
Residência Octavio Marcondes, na Avenida do Batel. Projeto arquitetônico de 1926Elizabeth Amorim

A pá de cal que faltava foi o status econômico de Chaves, que ao lado do irmão Gastão era um empreendedor agressivo, que amealhou fortuna à frente de uma verdadeira holding. A invenção de um incenerador doméstico de lixo, o “Cidel”, em 1943, por exemplo, engordou em muito sua conta bancária, reforçando a tese furada de que sucesso empresarial e capacidade criativa não podem frequentar a mesma mesa.
Boêmio, Chaves também era um visionário
Vitimizado por uma deformação na coluna, Eduardo Chaves era baixinho como um guri de 10 anos. Não se casou. Trabalhava como um operário, mas lhe restava tempo para frequentar os cafés boêmios da Rua XV, um Toulouse Lautrec das araucárias.
A originalidade do trabalho de Beth e Zulmara está em mostrar que se tratam de meias verdades. Chaves prestou serviços aos abonados, que encomendavam palacetes e bangalôs, mas também projetou casas de madeira e vilas operárias. Mais – atuava em sintonia com as concepções de planejamento urbano. E suas construções já antecipavam o modernismo, trazendo para a distante Curitiba uma ideia de casa para muito além de um abrigo em dias de chuva.
Palacete Lustosa, na Rua XV de Novembro esquina com Rua Barão do Rio Branco. Projeto arquitetônico de 1925. Edifício eclético, de uso misto. À direita, Edifício Carvalho Loureiro, projeto arquitetônico de 1940. Edifício de sete pavimentos, projetado e calculado por Eduardo Fernando Chaves, com linguagem modernista. São dois edifícios com linguagens diferentes e com apenas 15 anos de diferença entre ele. (Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)
As moradias de Chaves ofereciam áreas de sociabilidade, lazer, privacidade, iluminação, aconchego, entre outras virtudes. “Podiam ser rebuscadas e imitações, mas no interior se pode ver como ele projetou os espaços do bem viver”, ilustra Beth, sobre o impacto de ter criado suítes, banheiros internos e sistemas de água quente, o que indicava também uma revolução nos costumes. “Era um homem de seu tempo, conectado com o mundo. Um sujeito avançado, preocupado com o controle de epidemias, com a educação e com o futuro das cidades”, arremata Zulmara. Os depoimento de 22 moradores das edificações abastadas criadas pelo engenheiro confirmam as ditas da dupla Posse & Amorim. É, com folga, o momento mais cativante do livro. Em alguns casos, a memória é tudo o que sobrou – metade do que esse precursor criou já virou entulho, aumentando o pó sobre a personalidade que apresentou a cidade ao século 20.

Escritório e residência de Eduardo Fernando Chaves, na Rua Dr. Muricy (Elizabeth Amorim)