sábado, 19 de julho de 2014

Arte Vida até 21 de setembro no Rio de janeiro .....

14 obras bonitas que provam Brasil é muito mais que a Copa do 

http://www.huffingtonpost.com/Mundo

Estes dias, se a palavra "Brasil" é falado, uma imagem de fiasco da Copa do Mundo pisca rapidamente à menteMas aqui na página de artes que são um pouco menos preocupado com o que os jogos de futebol estão indo para baixo no país latino-americano e mais preocupados com um bem menos divulgado e muito mais bonito evento brasileiro chamado de "artevida".
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Dóra Maurer. Sete Voltas, 1979. Fotografia (impressão prata) das séries de 6 imagens, 20 x 20 cm (cada). Recolha de Zsolt Somlói e Katalin Spengler, Budapeste. (Corpo)

"Artevida", ou "artlife", é um multi-local de exposições de arte contemporânea que ocorre em toda a cidade do Rio de Janeiro neste verão. O show, explorando os espaços vibrantes, onde arte e vida se cruzam, entrelaça artistas brasileiros da década de 1950 ao início de 1980, em especial aqueles em Rio. O show funciona em menos conhecidos artistas internacionais da Ásia, Europa Oriental, África e nas Américas, bem como, todos eles conectados com e / ou influenciado a base brasileira.
Com curadoria de Adriano Pedrosa e Rodrigo Moura, a exposição é organizada por artista ou não era, mas através de uma série de tópicos temáticos, refutando, assim, uma "história da arte singular, eurocêntrica e enciclopédica", como a exposição descreve. Os quatro grupos de obras de arte são corporativa (corpo), Arquivo (arquivo), parque (parque) e politica (política), cada divisão, contendo no seu interior um corte transversal dos meios de comunicação, métodos, épocas e visões pessoais.
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Sue Williamson. Alguns sul-africanos: Virgina Mngoma de 1984 colagem fotogravura / serigrafia.. 70 x 64 cm (108,5 x 80 cm com Moldura). Cortesia do artista e Goodman Gallery. (Politica)

Há mais de 250 obras em vista, a grande maioria dos que se enquadram na Corpo e político categorias. Corpo explora idéias de auto-retrato, a linha orgânica eo corpo em fluxo - com Lygia Clark e do Japão avant-garde Gutai. Politico apresenta obras feitas na resistência a um regime político opressivo, de 1960 a ditadura militar no Brasil para o Vietnã. Em Arquivo, material de arquivo de dois artistas sul-americanos, membro Fluxus Paulo Bruscky e artista argentina Graciela Carnevale, está em vista, enquanto parque dispõe de uma selecção de esculturas e instalações ao ar livre.
"Para 'artevida', Rodrigo Moura e eu decidi não abordar a exposição como uma visão abrangente ou para rastrear a geneaology de artistas brasileiros", explicou o curador Pedrosa. "'Artevida' é mais fragmentado do que monolítico, provisório do que definido. Na busca de outras narrativas mais plurais, abertas e diversificadas que desenvolvam diálogos entre obras e documentos, a exposição tem um foco em artistas do Sul Global, bem como sobre mulheres artistas. "
"As artes visuais são tecidas em cada aspecto da vida no Rio de Janeiro," curador acrescentou Moura. "Quando fomos presenteados com a oportunidade de criar uma exposição durante a Copa do Mundo, Adriano Pedrosa e eu concordamos que toda a cidade deve ser a nossa tela para expressar a relação inter-relacionados da arte e da sociedade ao invés de tentar conter o dinamismo cultural do Rio de Janeiro dentro de um único , local tradicional arte. "
"Artevida" poderá ser vista até 21 de setembro de 2014 em vários locais em todo o Rio de Janeiro, e está é encomendado pelo Rio de Janeiro Secretaria de Estado da Cultura, organizado por curadores Adriano Pedrosa e Rodrigo Moura e produzido por Endora Arte Produções Ltda.A exposição só foi possível através do apoio de patrocinadores Itaú e Petrobras. Encontre mais informações aqui .
Fique com o gosto das obras impressionantes abaixo e deixe que pensamentos de bolas em preto-e-branco e postes deriva de sua mente.
  • Sanja Ivekovic. Cortes pessoais, 1982. Vídeo, em preto e branco e em cores, áudio, 3:35 min. Coleção Espaivisor galeria. (Corpo)
  • Mathias Goeritz. Cruz en la caja, 1960-1961. Wood, dobradiças de metal e folhas de ouro, 72 x 56 cm (aberto) / 20.5 x 21 cm (fechado).Colecção privada. Cortesia de Henrique Faria de Belas Artes, em Nova York. (Corpo)
  • Eduardo Terrazas. 2.12, 1970/72. Fios de lã e placa de madeira coberta com cera Campeche. 91 x 91 cm. Coleção particular, São Paulo, Brasil. (Corpo)
  • Geta Brătescu, Vestigii de 1978 colagem têxtil. No papel, 35,5 x 50,5 centímetros. Coleção particular, São Paulo, Brasil. (Corpo)
  • Martha Araújo. Registro fotográfico da performance / Instalação "Hábito Habitante", de 1985. Fotografia, 18 x 22 cm. Cortesia do artista e Galeria Jaqueline Martins, São Paulo, Brasil. (Parque)
  • John Dugger. Modelo para Angola Bandeira, 1976. Bandeira com nove tiras de tecido, 107 x 220 cm. © John Dugger, Inglaterra & Co Gallery, em Londres. Foto: Inglaterra & Co Gallery, em Londres. (Politica)
  • Paulo Bruscky. Luto / CENSURADO de 1974. Voto carimbado e urna, 14,5 x 27 x 4,5 centímetros. Recolha de Lili e João Avelar. Foto: Daniel Mansur. (Politica)
  • Tsuruko Yamazaki. RED (Forma de Mosquito Net), de 1956. Instalação. RAPAZES Cortesia, Osaka e tomar Ninagawa, Tóquio.instalação foto artevida por Jacson Trierveiler, Junho, 25 de 2014 à beira da piscina da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro. (Parque)
  • Nil Yalter. Topak Ev de 1973. Instalação com couro, feltro, pintura e metal, de 2,5 x 3 m. Coleção Istambul Bilgi University. (Politica)
  • Mladen Stilinovic. Crvena nit (Red Thread) de 1980. Tópico e notas sobre seda artificial, 32 x 105 cm. Cortesia Galerie Frank Elbaz.Foto: Zarko Vijatovic. (Politica)
  • Abdul Hay Mosallam. Jerusalém, Ninho de Pássaro, de 1978. Acrílico sobre pó de serra e cola, 60 x 60 cm. Cortesia do artista. (Politica)
  • Sanja Ivekovic. NOVI ZAGREB (ljudi prozora iza) de 1979. Fotografia, 80 x 110 cm. Cortesia do artista. (Politica)

CASA DO ARTESÃO DE TELÊMACO BORBA


Um dos pontos turísticos mais visitados nos últimos tempos em Telêmaco Borba é a Casa do Artesão. Inaugurada dia 1º de maio de 2001 com intuito de ser um espaço permanente para divulgação dos valores artísticos e artesãos do município, para exposição e comercialização de seus produtos.



O local construído de maneira artesanal, com arquitetura rústica, telhado exposto, bases constituídas em madeira, mobília, valorizam a principal matéria prima da região, o eucalipto.


Em seu interior estão expostas diversas obras, desde pinturas, painéis de óleo sobre tela, artesanato em couro, em fio, lã, vidro, madeira, material reciclável, como a fita tusa, quadros, entalhes.


A Casa do Artesão recebeu no primeiro quadrimestre de 2010 visitantes de todos os Continentes.


A Casa do Artesão fica localizada na Avenida Samuel Klabin, 725, próximo ao Banco Itaú, no Centro de Telêmaco Borba. Funciona de domingo a domingo. Nos dias de semana das 9h às 18h e aos finais de semana, sábado das 9h às 16h e domingo das 15h às 18h.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Ronaldo Brito fala dos ícones da arte moderna brasileira e sua repercussão no cenário internacional hoje.

A morte indolor da arte

Em entrevista ao sobreCultura, o crítico Ronaldo Brito fala dos ícones da arte moderna brasileira e sua repercussão no cenário internacional hoje.
Compartilhado de: http://ch.tangrama.com.br/revista-ch/2014/315/a-morte-indolor-da-arte
Por: Henrique Kugler, Ciência Hoje/ RJ
Publicado em 07/07/2014 | Atualizado em 07/07/2014
A morte indolor da arte
É inegável a presença de artistas brasileiros em exposições internacionais, como a de Mira Schendel na Tate Modern, em Londres, no fim de 2013. (foto: Martin Beek – CC BY-NC-ND 2.0)
Quando o assunto é arte moderna, atire a primeira pedra quem jamais torceu o nariz diante das formas e cores aparentemente caóticas que marcaram a estética dominante no século 20. Salvador Dalí (1904-1989) que o diga. Em seu Libelo contra a arte moderna, o pintor catalão não economizaria impropérios aos críticos que se curvavam às vanguardas artísticas por mais “horrorosas” que fossem: “Diante dessa derrocada total dos meios de expressão, acreditou-se ter dado um passo adiante rumo à liberação da técnica pictórica; e cada fracasso foi batizado de economia, intensidade e plasticidade”. 
Compreender o fazer artístico do último século demanda um olhar apurado. No Brasil, a arte moderna teve seus ícones – e seus grandes nomes são, agora, cada vez mais conhecidos no cenário internacional. Quem nos contextualiza a respeito é o crítico Ronaldo Brito, do Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Ele comenta sobre os caminhos e descaminhos da arte moderna. E, no embalo do raciocínio, explica as origens e consequências do regime de mercantilização sumária a que está submissa a arte de nosso tempo.
Ronaldo BritosobreCultura: A arte brasileira do século 20, cada vez mais, parece estar em evidência no cenário internacional. Essa percepção é correta?
Ronaldo Brito
: Sim, é inegável. Multiplicam-se exposições internacionais de artistas brasileiros. Mira Schendel [1919-1988] teve uma recente exposição individual na Tate Modern, em Londres. Suas obras já foram expostas também no Museu de Arte Moderna de Nova York, assim como as de Lygia Clark [1920-1988]. Willis de Castro [1926-1988] e Hélio Oiticica [1937-1980] também são cada vez mais reconhecidos no exterior, entre vários outros exemplos. Quero crer que esse reconhecimento internacional seja pela qualidade e pela potência poética das obras. Por outro lado, é curioso que Iberê Camargo [1914-1994] ou Alfredo Volpi [1896-1988], segundo muitos os maiores pintores brasileiros, ainda não sejam amplamente conhecidos nem mesmo no Brasil.
Talvez por não explicitarem a noção de brasilidade – que é a praga nacional, uma retórica regressiva, um populismo que insiste em sobreviver. A ideia de brasilidade – tão cara, por exemplo, a pintores como Candido Portinari [1903-1962] e Emiliano Di Cavalcanti [1897-1976], baseia-se em um regionalismo que é negado pela verdadeira arte moderna brasileira, pois entra em conflito com o universalismo próprio de sua linguagem.
Também é o caso de Osvaldo Goeldi [1895-1961], um artista sensacional. Mas, até hoje, não há no país um museu dedicado à sua obra. Falta materialidade simbólica. Isto é, as obras não entram na corrente sanguínea do público. É inexplicável como o Brasil não metaboliza isso. Mas no exterior, sim, é inegável a crescente visibilidade de alguns de nossos artistas.
Essa visibilidade pode ser relacionada à crescente importância geopolítica que o Brasil protagoniza no mundo?
Acredito que não haja uma ligação direta de causa e efeito. O que aconteceu foi que, a partir dos anos 1980, a arte entrou no universo da indústria de massa – não pela aquisição particular de obras, mas pela sua inclusão no circuito da indústria do turismo e do entretenimento. Museus são as novas catedrais. Recebem quantidades enormes de visitantes, e em função disso são projetados. 
Muitos museus na Europa já foram feitos pensando nessa escala de massa. O lugar mais visitado do mundo é o Museu do Louvre, em Paris – que pouco faz em termos de arte contemporânea. E as obras de lá se tornaram mercadorias de turismo e entretenimento. Massificação e mercantilização. É o usufruto do museu como mercadoria.

O século 20 foi o século da massificação. Parecem ter-se confirmado as premissas do filósofo alemão Theodor Adorno (1903-1969), que visualizou a transformação da arte em mercadoria e cunhou o termo ‘indústria cultural’. Qual o reflexo dessa mercantilização do fazer artístico sobre a arte e sobre os próprios artistas?
pop art norte-americana, nos anos 1950, assumiu conscientemente o caráter alienado e mercadológico da arte. Reconheceu que não havia como escapar disso e que se tornar mercadoria seria seu destino fatal. (Curiosidade: o pintor espanhol Pablo Picasso [1881-1973] afirmou que gostaria de retirar suas obras dos museus e jogá-las de volta à natureza. Nas praias, nas florestas.)
 
Que diferenças marcaram os artistas da primeira e da segunda metade do século 20?
Os artistas da segunda metade do século 20 experimentaram um caráter público e mercadológico que os anteriores mal chegaram a conhecer. Entraram em um circuito global. O artista deixou de ser gênio para ser celebridade. Mas, como celebridade, o artista será sempre uma celebridade de segunda ordem. Celebridades são fenômenos aleatórios – condicionados talvez por sorte ou perfil.
Os artistas da segunda metade do século 20 experimentaram um caráter público e mercadológico que os anteriores mal chegaram a conhecer. O artista deixou de ser gênio para ser celebridade
Para os artistas da primeira metade do século, como Mira Schendel, havia uma demanda por materialidade pública de seus trabalhos. Trabalhavam num isolamento, numa incompreensão. Ao mesmo tempo em que o Brasil produziu essa arte, ele não foi capaz de digeri-la – pois não temos uma cultura visual forte. Simplificando: se antes o problema do artista era uma irrealidade, agora o problema é realidade demais. O excesso de realidade; o peso da realidade. O novo artista é quase um funcionário de uma indústria. Passa a vida levando trabalhos para diferentes lugares do mundo. 
Artistas jovens, inclusive brasileiros, já fazem parte desse circuito mundial. Há muita “arte de aeroporto”. O sujeito fica levando sua instalação para lá e para cá... E o novo artista pode, do dia pra noite, tornar-se celebridade. O que é terrível. Ao acordar, verá que está dentro de um circuito de demandas vorazes. É um regime de sucesso que ameaça engolfá-lo. Mas essa fama, quase sempre irrisória, acaba sendo o horizonte imediato a ser conquistado. Porque é isto ou não existir. Se o artista não fizer esse percurso, ele será invisível.
 
A arte contemporânea dá novo fôlego a uma questão semântica: o que o artista quer dizer é de fato o que o público entende? O que se pensa a respeito disso atualmente?
Na modernidade tardia, toda obra é feita em uma relação com um processo institucional. A arte já não respira aquele ar livre da boemia. É uma arte que sabe que será prontamente consumida e processada. Supor que aquilo que o artista diz é aquilo que seu público entenderá? Questão ingênua. Estamos no regime geral do equívoco. Ninguém supõe isso. Supõe-se que a arte é um processo.
 
Desse modo, as obras contemporâneas não correm o risco de se tornar herméticas, inacessíveis ou mesmo esvaziadas de sentido?
Isso é senso comum. Creio que esse dilema já tenha ficado para trás. No Brasil, claro, há dificuldades. O pintor holandês Vincent Van Gogh [1853-1890] era incompreendido pelo grande público. Mas tinha seus pares. Cientistas são incompreendidos pelo grande público. Mas têm seus pares.
 
O senhor critica a ineficiente atuação das instituições brasileiras no sentido de não darem o devido suporte à produção e disseminação de nossa arte. Por quê?
O problema não é só nossa fragilidade institucional. Falta dar materialidade pública à arte moderna brasileira. A história de nossa arte é fantasmática. Pois não passa pelo teste do real, que é estar presente, formando consensos. O que faz parte do cotidiano hoje são os museus. Não a arte. Não se vai a um museu para ver a arte de fulano ou ciclano. E sim para ver o que está ofertando o próprio museu.
Cronologicamente, como devemos entender a evolução da arte brasileira ao longo do século 20? Quando o moderno passa a ser pós-moderno ou mesmo contemporâneo?
Hoje, muitos não falam mais em modernidade, e sim em pós-modernidade. O pós-modernismo começa na arquitetura, nas décadas de 1970 e 1980.
Ninguém sabe o que é arte. Sabemos o que ela não é: não é cultura, nem artesanato, nem técnica
Mas é um conceito selvagem, difícil de compreender. Há vários tipos de pós-modernidade. Uma das maneiras de entendê-la é imaginá-la como uma modernidade hiperconsciente e crítica de si mesma. Não é mais um idealismo formal ortodoxo. E sim uma relação entre o artista e o universo. Ou entre o artista e o “criador” – figura na qual ninguém mais acredita, eu suponho.
Ninguém sabe o que é arte. Nem mesmo um artista. Sabemos, no entanto, o que ela não é: não é cultura, nem artesanato, nem técnica. O que define arte moderna é exatamente o fato de que ninguém sabe o que ela é. Trata-se de algo que escapa aos conceitos.
 
Qual a sua percepção acerca dos rumos atuais da arte contemporânea no Brasil?
O risco que corre a arte, hoje, é o de uma morte institucional e indolor. Essa nova morte da arte não é o gesto escandaloso e iconoclasta do dadaísmo. É a redução dela a mercadoria, a discurso cultural. Uma arte que não diz sim nem não. Algo que tem acompanhado o fazer artístico é sua insignificância, sua falta de transcendência, seu caráter banal. 
A arte torna-se parte da indústria do entretenimento. Além disso, a arte se tornou uma discussão quase jornalística: ela leva em conta questões de identidade, gênero, sexualidade, política... Uma vez que ela se aproxima desse domínio mais público – e, em parte, essa era uma demanda da própria arte moderna – ela passa a abrir mão de sua densidade formal. Torna-se mais parecida com as discussões sociais vigentes. A arte acaba se tornando comunicação social, nesse sentido. Há artistas que se dobram a isso, evidentemente. Mas quando a arte é transformada em mero discurso social, seu conteúdo histórico é esvaziado. 

Texto originalmente publicado no sobreCultura 15 (abril de 2014)

Exposição Frida Kahlo no MON

Em única passagem pela América do Sul, exposição Frida Kahlo vem ao Brasil

Em 1937, devido a seu estilo e personalidade incomparáveis, Frida Kahlo foi capa da revista Vogue
Compartilhado de :http://glamurama.uol.com.br/ Por Caroline Mendes
Frida Kahlo foi uma das mulheres mais originais de seu tempo. No pano de fundo de sua vida está uma deficiência física decorrente de poliomelite e um grave acidente que sofreu aos 18 anos, quando foi submetida a mais de 30 cirurgias. Mas sua militância no Partido Comunista, seu tumultuado casamento com o muralista Diego Rivera, seu estilo ímpar e, principalmente, sua obra a consagraram como uma das mulheres mais importantes de todos os tempos.
E a partir desta quinta-feira, um pouco de sua vida e obra será contado na exposição “Frida Kahlo – As Suas Fotografias”, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. “A fotografia sempre esteve muito presente na vida dela por causa do pai, que era fotógrafo profissional e a ensinou a empunhar uma câmera e valorizar esse tipo de arte. O autorretrato, por exemplo, foi uma grande influência para seus quadros”, explica Hilda Trujillo, diretora do Museu Frida Kahlo, a Casa Azul.
As mais de 200 fotos em exposição foram escolhidas em meio a quase 6500 registros encontrados junto com vestidos, joias, quadros, desenhos e objetos pessoais da artista descobertos há apenas 10 anos em um dos banheiros da Casa Azul. “Frida colecionava fotografias, então, além de fotos que o pai dela e ela mesma fizeram, muitas foram compradas por Diego em viagens ou foram presentes”, detalha Hilda. Ela ainda explica que as imagens são, na verdade, fac-símiles, em respeito a um dos pedidos que Diego Rivera fez em testamento: nada deve sair da Casa Azul. Soa romântico…
“Frida Kahlo – As Suas Fotografias” ficará em cartaz até o dia 2 de novembro, quando partirá rumo à Alemanha, para depois voltar ao México e seguir para Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos. A ocasião vale uma ponte-aérea até Curitiba, já que o Brasil é a única parada da exposição na América do Sul. Prestígio.
Confira abaixo algumas das fotografias que integram a exposição e anote uma dica do Glamurama. A cinebiografia “Frida” foi lançada em 2002 e venceu duas das quatro categorias em que concorreu ao Oscar. Filmaço! Play no trailer.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

PORTINARI MOCHILEIRO: ANDANÇAS DO PROJETO PORTINARI PELO BRASIL



publicado em artes e ideias por 


Você já apreciou alguma obra de Candido Portinari?
Se a resposta foi não, fique atento, o Projeto Portinari é uma iniciativa que leva a Arte
deste fantástico ser humano para muitos lugares do Brasil. A sua cidade já pode ter sido
 inundada pela beleza das obras dele ou está quase fazendo parte dos mais privilegiados
espaços desse universo.



981.jpg Portinari. A última ceia. Pintura à óleo/tela. 96 x 130cm
O Projeto Portinari nasceu em 1979, através de João Candido Portinari, isso mesmo, o filho
do mestre. O objetivo deste projeto é oferecer a identidade e a memória nacional para os
brasileiros, afinal entre Brasil e Candido existe (um artista nunca morre) íntima relação.
Portinari retrata, recria e revive o Brasil. Não esquecendo a ação sociocultural que as obras
 oferecem e os mais de 50 profissionais que fizeram e fazem o projeto acontecer.
joao.jpg Portinari. Retrato de João Candido com cavalo.Pintura à óleo/tela.100 x 81 cm
O Projeto já possui os seguintes resultados: Levantamento de 5.300 pinturas, desenhos e gravuras
 atribuídos ao pintor, assim como de mais de 25 mil documentos sobre sua obra, sua vida e sua
 época; pesquisa da autenticidade das obras (“Projeto Pincelada”); processamento digital das
 imagens; organização do arquivo de correspondência (mais de 6 mil cartas) e do acervo de
 fotografias históricas, filmes e recortes de mais de 10 mil periódicos, livros, monografias,
 textos e memorabilia ; registro de mais de 70 depoimentos de artistas, intelectuais, políticos,
 amigos e parentes de Portinari, totalizando mais de 130 horas gravadas
 (“Programa de História Oral”); publicação do Catálogo Raisonné “Candido Portinari –
Obra Completa”, primeira publicação dessa natureza em toda a América Latina. Fonte: Site oficial do Projeto Portinari
95.jpg Arquivo fotográfico de referências históricas. Portinari e seus pincéis.
E se alguns não acreditam que Museu/Arte não tem nada haver com Educação,
 o Projeto mostra que não é bem por aí. O Núcleo de Arte-Educação e Inclusão Social
apresenta projetos de ensino-aprendizagem associados às obras de Portinari,
oportunizando aos estudantes adentrar na magnífica Arte do mestre. Isto é tão
 significativo para mim, pois, trabalho com Arte/Literatura nas escolas públicas,

e sinto a necessidade que os alunos possuem em conhecer e criar obras de arte.
menina.jpg Portinari. Denise com carneiro branco. pintura à óleo/madeira. 61 x 50 cm.
Deve-se ressaltar que o projeto leva às cidades algumas réplicas ou originais das obras do autor.
As exposições são organizadas de acordo com suas temáticas. Entre as cidades que já foram
contempladas, estão: Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza...
E, vôos internacionais estão sendo planejados.
Como amante das Artes Visuais, tive a feliz oportunidade de visitar a exposição Guerra e Paz
em Belo Horizonte. Foi uma das melhores experiências vividas por mim, tudo que se encontrava
 ali era um pedaço da vida de Portinari: Pinturas, Gravuras, objetos do autor que o ajudavam na
produção de sua arte, homenagens de outros artistas a Portinari – através de esculturas, frases...
– me emocionar não foi difícil. Por fim, aconselho você a conhecer une petit parte da vida de
 Portinari. Creio, não se arrependerá!
Se você se interessa mais pela vida e obra de Candido Portinari e também pelo projeto, acesse:
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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Exposição de gravuras do Artista Celso Coppio no Shopping Palladium.




EXPOSIÇÃO GRAVURAS DE CELSO COPPIO NO PALLADIUM SHOPPING CENTER PONTA GROSSA
Com o apoio cultural do PALLADIUM SHOPPING CENTER, da REDE SLAVIERO HOTÉIS, através do Hotel Slaviero Executive Ponta Grossa e da jornalista e colunista JOSELDE TUMA, o artista CELSO COPPIO 
dirige-se ao público, apresentando uma série de gravuras e mini gravuras que representam, com fidelidade, 
seus originais comercializados desde os anos 80.
A exposição realizar-se-á no PALLADIUM SHOPPING CENTER de Ponta Grossa, Paraná, do dia 21 ao dia 26 de julho.

Foto: Olá amigos! Tenho um convite para vcs... De 21 a 26 de julho, meu grande amigo e artista plástico dos mais conceituados, Celso Coppio estará em PG, no shopping Palladium Shopping Ponta Grossa, para sua primeira exposição com belíssimas gravuras inéditas. Conto com a presença de vcs, para brindarmos a arte e cultura em PG.  Celso Parubocz. Cristina Sá Atelier, Milena Cristo, Neuza Helena Postiglione Mansani, Margareth Sponholz, Flavia Barrichello, Marina Sacchi, Marina Pellissari, Marina Grott Piekarsky, Rede Tvm, Fabiana Overcenko, Giselle Alonso, Danielle Scanagatta, Luísa Dos Santos Fontes, Celia Schell, Romulo Cury, Tania Mara Kaminski, Tania Dornelles DE Almeida, Maria Cecilia Scheffer, Anna Maria Augusta Pereira Jorge, Anna Maria Godoy Gomes Mazurek, Carolina Calixto Sant Anna, Thais Agottani Cury, Ana Maria Schaffka Teixeira, Ana Ana Cláudia Gambassi, Simone Kaminski Oliveira, Patricia De Barros Oliveira, Elizabeth Schmidt, Elizabeth Elisabeth Bacila Sousa, Helena Cecilia Cruz Fürstenberger, Maria Helena MAchado, Nélly Nastás, Marisa Lara, Marisa Marchiori Moraes, Nildete Acras, Edna Chemim Bianchessi, Joao Emiliano Carneiro, Miriam Barbur Carneiro, Dany Rocha, Gianna Alberti Schrutt, Marcos Bastos, Odete Zanetti Leal, Nadja Marques, Chickvoce Voce, Luciane M. Ricetti Favero, Tamima Tuma Schrutt, Dino Schrutt, Greice Doró Perin, ... Sintam-se convidados! Espero por vc  ao lado de Celso Coppio.
                                       Celso Coppio e Joselde Tuma





Celso Coppio Galeria e Escola de Arte

Rua Fernando Simas, 388 - Bigorrilho, Curitiba - PR, 80430-190

(41) 3222-5288